Em Jacuzzi
que tem jacaré, piranha se banha de bruços
Prêmio
Darwin
As Mortes Mais Imbecis do Ano
[05/03/2005]
A
Teoria da Evolução de Darwin preconiza que
os animais que tiverem características que os traga
vantagens em determinados ambientes que outros bichos acabam
tendo mais chance de sobreviver, e de passar esta bendita
característica as suas gerações futuras,
enquanto outras espécies serão extintas.
Baseando-se nas teorias
darwinistas, o então estudante de biologia molecular
na universidade de Berkeley, Wendy Northcutt, deduziu a
seguinte teoria: pelo mundo afora, existe gente burra o
suficiente para dar cabo de sua existência das maneiras
méis esdrúxulas possíveis. Para o estudante,
esta seria uma prova da teoria de Darwin, já que
estes beócios não deixariam descendentes,
e a raça humana se tornaria mais inteligente. Evoluída,
portanto.
Partindo desta premissa,
o estudante começou a pesquisar e coletar casos e
narrativas de fatos reais de pessoas que teriam morrido
de forma estúpida, ou de alguma maneira impedidos
de passarem seus genes adiante. E criou o prêmio Darwin,
para premiar as mortes mais idiotas já registradas.
Como toda brincadeira
que toma um vulto maior que o planejado, o pequeno site
do prêmio, antes hospedado no portal da universidade,
acabou com domínio próprio e livros foram
editados narrando algumas das histórias mais hilárias
de óbitos absurdos.
Para concorrer ao prêmio,
primeiro a narrativa deve ser verdadeira. E como os responsáveis
pelo site recebem inúmeras sugestões, cabe
a eles confirmarem se a narrativa procede ou se é
invenção de algum desocupado. Narrativas inverídicas,
porém muito criativas e engraçadas, acabam
sendo citadas na seção “lendas urbanas”.
Além de verdadeira,
o idiota candidato tem que morrer no processo, ou de alguma
maneira ser impedido de perpetuar sua espécie (como
ter os testículos torrados ao mijar sobre um trilho
eletrificado). Se estes requisitos não forem atendidos,
mas a história ainda assim for absurda e engraçada,
a mesma será publicada como “menção
honrosa”.
A maioria das vezes o
sinistro é provocado por uma inverossímil
burrice dos protagonistas envolvidos. Outras vezes é
um azar tremendo que o coitado tem.
Abaixo, selecionamos
algumas histórias absurdas retiradas do site oficial.
Também mais histórias podem ser encontradas
nos livros.
LENDAS URBANAS
- Esta de vê ser
uma das mais famosas lendas urbanas. Após um incêndio
florestal na Califórnia, os bombeiros acabam encontrando
no meio do matagal chamuscado o corpo de um homem preso
aos galhos de uma árvore queimada. O estranho é
que este homem estava vestido com roupa de mergulhador.
Como diabos um homem-rã teria ido parar no meio de
um incêndio na floresta.
É claro que a
polícia foi investigar o caso, e descobriu que a
vítima do acaso estava mergulhando no oceano a uns
vinte quilômetros do incêndio, e o azarado mergulhador
fora apanhado por um helicóptero de combate a incêndios
(destes que carregam gigantescos baldes d’água
pendurados) quando este se abastecia de água no oceano.
Antes de morrer queimado, ele deve ainda deve ter sofrido
danos em órgãos internos pela brusca mudança
de pressão.
- Porém esta aqui
deve ser certamente a mais divulgada. È sobre o rapaz
que tenta o suicídio pulando do terraço de
um prédio. Ele seria salvo da morte por causa de
uma rede de segurança colocada abaixo do prédio,
mas ao passar pelo nono andar, é atingido na cabeça
por um disparo de espingarda, que o mata. Ou seja, um caso
de suicídio acaba se tornando homicídio.
Investigando o caso,
a polícia descobre que o tiro teria sido disparado
do apartamento de um casal idoso. O senhor admite o disparo,
mas confessa que freqüentemente brigava e ameaçava
a esposa com a espingarda DESCARREGADA. Ele não sabia
que estava carregada ao apertar o gatilho.
De suicídio, passamos
por homicídio e por disparo acidental. Mas as investigações
concluíram que a arma teria sido municiada pelo filho
do casal, pois este estava com raiva por não receber
mais ajuda financeira deles, e sabendo do costume do pai
em ameaçar a mãe com a arma, esperava que
acidentalmente matasse a velha. Temos agora um homicídio,
e o culpado é o filho do casal.
Surpreendentemente, descobre-se
que o filho do casal é o próprio suicida!
Tanto esta quanto a história
do mergulhador foram popularizadas no filme “Magnólia”.
Só não sei se a lenda começou antes
ou depois do filme...
- Uma receita mortal.
Alguém de sono pesado faz uma refeição
não muito leve, composta de feijão e repolho,
e vai dormir em um quarto bem fechado. Resultado: o camarada
começa a peidar desvairadamente, e o gás metano
acaba se concentrando no cubículo, e ele morre sufocado
durante o sono.
Esta é de 1989,
e não foi confirmada com certeza.Um aluno aplicado
de Kung Fu ouviu de seu mestre que a técnica deles
estava tão evoluída que eles poderiam combater
até com animais selvagens. Ele levou a sério
o elogio e, a noite, entra no zoológico da cidade
e invade a jaula dos leões para trocar uns tapas
com o cara de juba. No dia seguinte, encontram apenas os
braços do infeliz ainda sendo mastigados pelo rei
da selva. Hakuna Matata.
PRÊMIOS
DARWIN
1999
Neste ano, dois carros-bomba
explodiram em locais diferentes, mas as únicas vítimas
eram os terroristas que transportavam as bombas. O que teria
acontecido? Inicialmente se pensou que seria erro ao manusear
os explosivos, mas a verdade é um pouco mais divertida.
O problema todo é que Israel estava em horário
de verão algumas semanas antes, e quando este acabou,
os palestinos se recusaram a atrasar seus relógios.
Aí o detonador de ambas as bombas estava acertado
para o horário de verão, e os terroristas
que as transportavam estavam usando o horário de
Israel. Por isso as bombas explodiram no meio do caminho.
No sudeste asiático
há muita coisa perigosa, como doenças sexualmente
transmissíveis e minas terrestres. No Camboja, três
amigos vão tomar umas em um boteco e, lá pelas
tantas, um deles tira do bolso uma mina terrestre antipessoal.
E os três começam uma brincadeirinha chata:
colocam a mina sob a mesa e cada um começa a pisar
na dita. Após todos os bêbados do bar ficarem
repentinamente sóbrios e correrem em pânico,
o artefato acaba explodindo, fazendo chover idiotas por
alguns dias no local.
2000
Direto da terra de George
W.Bush um exemplo de segurança no manuseio com armas
de fogo. Um jovem de 19 anos resolveu praticar roleta russa.
Aos não iniciados nestes jogos, a roleta russa consiste
em carregar o tambor de um revólver com uma única
bala, girar o tambor, apontar a arma pra cabeça e
apertar o gatilho, havendo uma chance em seis de ter uma
bala pronta para o disparo. Mas o jovem resolveu praticar
o lúdico esporte com uma pistola semiautomática.
Engatilhou a mesma e mandou ver. Para os que não
sabem, uma pistola semiautomática, ao contrário
do revólver, já está pronta para o
disparo assim que é municiada e carregada. Ele descobriu
que tinha ZERO por cento de chances ao apertar o gatilho...
2001
No Oregon, após
uma batida com seu caminhão, linhas de alta tensão
ficaram caídas sobre o seu veículo. Após
sobreviver ao acidente, ele tem a brilhante idéia
de tirar o fio de seu caminhão, e tenta corta-lo
com uma tesoura de jardinagem. Alguns milhares de volts
o mandaram para o saco e o fez ganhar o premio Darwin.
Na África, mais
precisamente em Gana, os conflitos tribais costumam ser
resolvidos no tapa e na feitiçaria.Um nativo de 23
anos se lambuzou com uma poção mágica
que prometia tornar à prova de balas qualquer um
que usasse o produto. Após passar duas semanas se
lambuzando, ele resolveu testar sua eficiência. Sentindo-se
o filho de Jor-El, pediu a seus amigos que mandassem bala.
Não consta que o feicticeiro tenha devolvido o dinheiro...
2002
No Colorado, após
ser abordado por policiais que o perseguiam por direção
perigosa, Gerald decidiu abandonar o carro roubado e fugir
a pé. Durante a fuga, ele pegou sua pistola e continuou
correndo, tentando acertar os policiais atirando por cima
de seu próprio ombro. Como ele parecia o tipo de
sujeito que não consegue andar e mascar chiclete
ao mesmo tempo, conseguiu a proeza de acertar a própria
cabeça, e acabou morrendo no hospital.
No Kansas, após
seu carro quebrar no meio da rodovia Interestadual, um homem
tentou pedir ajuda com seu telefone celular, e se afastou
da pista devido ao barulho. E, para tentar falar ao telefone,
tampava com a mão o ouvido livre, pois o barulho
do trem estava atrapalhando sua conversa. O problema é
que ele estava bem em cima dos trilhos...
2003
Uma do Brasil.Manoel
Messias tinha a responsabilidade de limpar o tanque de combustível
dos caminhões-tanque. O procedimento de segurança
é encher o tanque com água para expulsar os
gases residuais inflamáveis.Ele deixou o tanque enchendo
com água, e ao voltar, decidiu verificar se o nível
da água já era suficiente para ter expulsado
os gases. O problema é que ele resolveu inspecionar
o interior do tanque iluminando-o com a chama de um isqueiro!
A explosão lançou o coitado a uma distância
de 100 metros.
Em Sheffield, Inglaterra,
um casal quis aproveitar a escuridão proporcionada
por um poste quebrado e simplesmente começou a trepar
no meio da rua. Apesar do aviso de alguns veículos
que passavam buzinando, eles não pararam. Infelizmente
um motorista de ônibus não imaginou que o que
estava vendo era um casal fodendo, e eles acabaram se fodendo
debaixo das rodas do ônibus. E o pobre do motorista
teve a carteira suspensa por seis meses.
QUEREM MAIS HISTÓRIAS
BIZARRAS?
O site oficial (http://www.darwinawards.com)
tem todas as histórias, incluindo as lendas urbanas
e as menções honrosas. Participe votando!
Em português, foi
editado um dos livros da série pela editora Frente,
com o título “O Prêmio Darwin: a evolução
em ação - 152 histórias verdadeiras
e absurdas de como seres humanos foram encontrar seu criador”
FRAMBOESA
DE OURO
O Troféu Para os Piores do Cinema
[27/02/2005]
Os
admiradores da sétima arte esperam a noite de 27
de fevereiro para verem os vencedores do Oscar. Mas particularmente
acho que o único que assiste até o final a
cerimônia transmitida pela TV são alguns poucos
e infelizes críticos de cinema e um ou outro pobre
pintor de cartazes de cinema antigo, para poder pintar os
“Oscar” que o filme em cartaz ganhou.
Mais divertido e interessante
é o prêmio da Golden Raspberry Award, o “Framboesa
de Ouro”, que escolhe os piores do ano no cinema americano.
O que não deve ser difícil, pois bombas de
grande orçamento invadem as telas anualmente. E nem
é levado em conta aquelas porcarias de filmes com
baixo orçamento que costumam ser exibidos pela Rede
Record, e sim os medalhões de Hollywood que, freqüentemente,
costumam pagar micos de milhões de dólares.
E foi esta a intenção
do crítico John Wilson, autor de livros como “Tudo
que sei aprendi no cinema” e o “guia oficial
de filmes Razzie”, ao criar o prêmio em 1980
como uma espécie de paródia ao Oscar e a outros
prêmios da indústria do cinema. Inicialmente
era apenas uma gozação de críticos
de cinema, mas o prêmio acabou ganhando notoriedade
nestes anos em que escolhe a nata podre da indústria
do cinema, ganhando destaque na imprensa e queimando o filme
de diretores e atores de cachês astronômicos.
E nestes 25 anos, sempre um dia antes da cerimônia
do Oscar, a cerimônia do Razzie Awards premia as pérolas
do ano anterior. Neste ano o resultado será divulgado
no sábado 26.
Os votantes do prêmio
são pessoas ligadas à indústria cinematográfica
americana, mas qualquer um pode se inscrever no site oficial
e se tornar um “acadêmico”, pagando uma
taxa de adesão e renovando a mesma periodicamente..
Normalmente os alvos
preferenciais dos “acadêmicos” do Razzie
Awards são super produções que resultam
em filmes horrorosos, como “Showgirls” ou “A
reconquista”. No primeiro ano de atuação,
o filme agraciado como melhor exemplo de incompetência
cinematográfica de 1980 foi um tal de “Can´t
Stop The Music”. Além destas bombas caríssimas,
as potenciais vítimas são os autores de grandes
salários e de talentos não tão grandes.
Nestes 25 anos de prêmios, o mais indicado e premiado
ator foi Silvester Stallone, com 9 prêmios de pior
ator e 29 indicações. Isso valeu um recado
meio “carregado” que Stallone teria deixado
na secretária eletrônica do crítico.
Provavelmente deve ter mandado ele enfiar a framboesa no...
Mas vamos aos indicados
deste ano. Além das indicações normais,
existem categorias especiais referentes as comemorações
dos 25 anos do prêmio. Uma surpresa é ter o
presidente George W.Bush como indicado na categoria pior
ator pelo documentário “Fahrenheit 911”.
Mas não é a primeira vez que um presidente
concorre, já que Ronald Reagan ganhou um framboesa
de ouro em 1981 pelo conjunto da “obra”. Não
ria, leitor, que é sério.
Ela
vivia sempre a se perguntar o porquê de tantas provações.
Seu filho não fora bem no colégio, reprovou
mais uma vez na sétima série. A filha mais
velha há tempos que não consegue um emprego,
e não passa no vestibular. Ela se culpa por ter sido
uma péssima mãe, pois não pode dar
a educação que os filhos mereciam, não
pode colocá-los em escolas particulares, também
pudera, como costureira não conseguiria pagar as
altas mensalidades cobradas. E hoje é mais um dia
de lamentações, o ex-marido não depositou
o dinheiro das pensões dos filhos.
- No mínimo gastou com cana ou mulheres – diz
ela para o seu filho, revoltada. Fala ainda que vai pô-lo
na cadeia se não for providenciado o pagamento. Como
ela vai poder comprar o material escolar do ano. O filho
pode aproveitar os livros, já que são os mesmos,
mas e as canetas, cadernos e farda? Mais uma vez ela se
curva diante de sua santinha, que fica em um canto reservado
de sua pequena sala. Pede a Santa uma luz, que ela lhe dê
um caminho. É a única coisa que pode fazer.
Os pedidos para confecções ou costuras de
roupa são poucos, quase nenhum. São de apenas
algumas vizinhas, que também não podem pagar
de imediato, ou pagam com favores.
Mas nem sempre foi assim. Há tempos atrás
Dona Julieta fora uma mulher bela, com corpo voluptuoso,
cheia de vida e alegria. Morava com a mãe e seis
irmãos, vieram do Nordeste para tentar a vida no
Sul. A mãe confeiteira de mão cheia, conseguiu
um bom emprego em uma padaria do bairro em que moravam.
Era pouco, mas dava para viver bem. A padaria começou
a ficar famosa, com os bolos de Dona Emericiana. Vendiam
pra fora, por encomenda, e o salário começou
a melhorar. Julieta e seus irmãos podiam viver mais
tranqüilos, estudar e os mais velhos também
conseguiram empregos. E tudo foi dando certo. Até
que um dia, ela conhece o filho do patrão de sua
mãe. Um moço simpático, alto e forte,
daqueles que fazem as meninas suspirarem. Ele era um menino
ainda, tinha seus 17 anos, ela estava na faixa dos 14. A
sua mãe, como toda mãe, sempre aconselhava:
- Menina não se meta com filho de patrão,
por que pode dar problema – Ela, como toda adolescente,
fazia ouvido de mercador. Não tinha jeito, ela não
aceitava os conselhos de sua mãe.
Os dois até que faziam um belo par, ele se declarava
apaixonado, dizia que ela era a mulher da sua vida, e que
se ela o satisfizesse, casariam. Ela sempre relutou, não
queria, não tão cedo. Mas o moço tinha
bom papo, era inteligente, e conseguiu o que queria. A menina
perdeu a virgindade, em cima de uma laje, numa noite bela
de lua cheia. O rapaz, saciado foi-se embora sem ao menos
se despedir. Lá estava ela, meio que chocada diante
de um pouco de sangue que escoria entre suas pernas, e sem
entender direito porque aquilo foi tão ruim. Só
sentira dor, nenhum prazer.
Após um banho resolveu contar a mãe o que
havia acontecido. A mãe gritou alto. Dava pra se
ouvir de longe. – Se seu pai estivesse vivo você
iria levar uma surra daquelas – Mas ele não
estava, havia morrido em um acidente na construção
em que trabalhava. Deixou uma magra pensão, para
a viúva e os filhos. A menina depois disso ficou
de castigo por um tempo, alguns dias trancada dentro de
casa, sem poder colocar a cabeça do lado de fora.
Mas alguém bate na porta. Era ele, querendo mais.
Ela apenas olhou da janela, o pediu para ir embora. Ele
não foi. Com um empurrão abriu a porta, e
dentro do pequeno barraco correu atrás de sua vitima.
Ela inocente e indefesa estava sozinha. Após alguns
puxões teve sua calcinha arrancada. Foi um estupro.
Não queria, mas não havia o que fazer, não
podia impedir, nem gritar.
Dessa vez ela não contou a mãe. Resolveu ficar
calada, para evitar outros castigos. Mas algo estava errado.
Sua menstruação não vinha fazia dois
meses. Perguntou a uma amiga, antes de falar com a mãe.
A amiga, que a essa altura já havia tido 2 filhos,
com 16 anos, disse que não tinha dúvidas,
ela estava grávida. Seu corpo tremeu, o coração
quase que explode. Como podia estar grávida do filho
do patrão, logo ele, que ela havia jurado nunca mais
olhar para a cara.
Os conflitos foram inevitáveis. O rapaz, claro não
assumia o que fez. Tudo gerou atrito entre o patrão,
dono da padaria e a funcionária, mãe da menina.
Ela foi despedida. E aí todo o rolo compressor começou
na vida de Julieta. Como se houvesse algo que não
a deixasse crescer. Sua filha nasceu, uma menina bonita.
O dono da padaria obrigou o filho a se casar, mesmo forçado.
Alugaram uma casa, e foram morar. O rapaz, não trabalhava,
vivia da mesada do pai. A garota, não podia mais
estudar. Seu olhar e seu corpo não eram mais os mesmos.
Agora havia tristeza. Brigas, discussões e um outro
filho inesperado acabaram com o casamento. Ao voltar para
a casa da mãe, essa estava muito doente. Havia pouco
o que se fazer, não tinham dinheiro para o tratamento.
Depois de um ano, ela veio a falecer. Julieta agora estava
sozinha, com duas crianças e ela mesma era ainda
uma criança, que havia perdido cedo a infância.
Seus irmãos haviam ido embora, alguns casaram, dois
outros morreram em um tiroteio com a polícia. Ela
decididamente estava só. A pouca pensão que
recebia do ex-marido, não era suficiente, isso quando
recebia. Geralmente ele gastava o dinheiro antes de efetuar
o depósito.
Tornou-se costureira e hoje continua tudo difícil
como sempre foi. Vai religiosamente aos sábados na
casa lotérica na ultima esperança de ganhar
em algum jogo. Era a única forma de sair daquela
vida tão miserável. Em casa, uma pequena televisão
de poucas polegadas é a sua única diversão.
Assiste atenta as novelas, sempre desejando as casas enormes
e os bons maridos que apareciam. Seu sonho era o de beijar
o Fagundes ou de entrar para o Big Brother. Sonhos que sabia
que nunca seriam realizados. Mas pelo menos podia sonhar.
Uma vez viu em uma revista, a história de uma mulher
que ficou rica no ramo das padarias. Se lembrou da mãe
e de como estariam se ela houvesse seguido seus conselhos.
Quem sabe hoje, sua mãe não seria uma bem
sucedida dona de uma rede de padarias? Não há
como saber. Apenas continuava a sonhar com o Fagundes. Achava
horrorosa a vilã da novela das oito e gritava com
ela. Corria para o telefone público perto de casa
para participar de promoções, mesmo gastando
muito com cartões telefônicos. Nunca havia
ganho nada, mesmo com tanta insistência. Via festas
e casamentos glamourosos e imaginava-se no lugar da noiva.
Uma vez havia copiado um vestido de noiva de uma atriz famosa,
para o casamento de uma amiga. Claro que sem os mesmos tecidos
caros, mas ficou bem bonito. A amiga infelizmente não
pode pagar, mas agradeceu bastante.
E assim continuava, na sua vida extremamente simples, e
muito mais comum do que imaginamos. E pelo menos até
hoje, nunca ganhou em nenhuma promoção da
televisão, nem das casas lotéricas. Mas é
mais revoltada por não poder dar um beijo no Fagundes,
naquela linda casa a beira da piscina que aparecia na novela.
Mas fez o filho jurar que esse ano, passaria no colégio,
com folga. E ensinou a filha a usar camisinha, para evitar
que a história se repetisse mais uma vez.
O
Dedo Mindinho
[12/02/2005]
Em sintonia com as grandes
questões nacionais, a redação virtual
do Crazy Man viu que existe uma grande incógnita
no ar: Onde está o dedo do Lula? Existem DUAS comunidades
no Orkut que discutem este assunto de grande relevância
para a política Nacional.
Para elucidar este fato,
nossos colunistas se desdobram em tentar encontrar uma resposta
plausível. Como não conseguem, inventam qualquer
coisa estapafúrdia. E como qualquer coisa que vá
de encontro ao bom senso acaba caindo no meu colo, sobrou
pra mim, mesmo.
Para iniciar esta série,
um texto muito louco baseado no conto também muito
louco de Nicolai Gogol, que morreu pobre e doido, como convém
a qualquer escritor que quiser ser respeitado.
Esta é a história
secreta sobre o que aconteceu com o dedo do Presidente Lula.
Uma história de poder, conspiração
e manipulação. Prepare-se para a grande verdade
de quem realmente manda no Brasil
O DEDO MINDINHO (Baseado livremente no conto “O Nariz”,
de Gogol)
Em alguma parte do ABC
Paulista, em idos dos anos setenta, em plena ditadura militar...
O padeiro Joaquim acorda
cedo, apesar da ressaca braba pela qual está passando.
Ressaca na segunda é a própria visão
do inferno, mas ele precisa acordar cedo para abrir sua
padaria. Uma de suas melhores clientes, a senhora Heloísa,
chega com a sacola de pão que acabara de comprar,
e traz ainda uma serra de pão.
- Bom dia, dona Heloísa!
Esqueceu algo?
- Bom dia o caralho,
português safado!
- Ai, Jisus! O que houve,
dona Heloísa?
- Olha aqui o que houve!
Ela joga um dedo mindinho
sobre o balcão da padaria.
- Mas o que é
isso, ó pá?
- Um dedo! E eu o encontrei
dentro de um pãozinho seu!
- Meu pãozinho?
Não pode ser, minha senhora!
- Não pode ser
uma porra! Eu abro o pãozinho pra passar manteiga
e eis que encontro este dedo nojento, com unha grande e
suja, ainda por cima. Mostre suas mãos!
- Como, senhora?
- Levante as suas mãos,
porra! Quero contar seus dedos! – ordena, apontando
a serra de pão ao padeiro.
O português levanta
as mãos, e Heloísa conta os dedos. Todos o
dez. Nisso, passa em frente à padaria um policial
civil, usando óculos escuros e um paletó barato.
E vê aquela cena estranha do português de mãos
para cima, como se ameaçado pela mulher com a serra
de pão.
- Opa, polícia!
O que ta acontecendo aqui?
Os dois olham para o
policial e se olham, notando o ridículo da situação.
- Não é
o que você está pensando, policial.
- Ah, não é?
Claro que não! O que diabos a senhora tá fazendo
apontando uma faca para o portuga, que está com as
mãos para o alto? Pra mim isso ta parecendo assalto
à mão armada.
- Mas não é
isso, policial. Eu vim aqui reclamar com o portuga...
Sem entender muito a
situação, o português conclui que se
o policial ver aquele dedo ali, ele vai se encrencar. Sorrateiramente
ele tenta apanhar e esconder o dedo sobre o balcão.
O policial nota e grita.
- Que porra é
essa, portuga?
- Ah, o que?
- “O que”
meus colarinho! Dá aqui...
- É só
um salgadinho estragado que esta cliente estava devolvendo...
- Salgadinho...Ei! Isso
é um dedo! E um dedo mindinho!
- Impressão sua,
seu polícia...
- Vocês dois estão
encrencados! Quero que me dêem conta do dono deste
dedo, e agora!
Heloísa recolhe
a faca e vai saindo de fininho.
- Tá pensando
que vai pra onde?
- Não tenho nada
com isso, seu guarda...
- Guarda é a puta
que pariu! Eu sou inspetor!
- Seu inspetor, eu só
achei o dedo no pão. A culpa é do portuga
aí.
E o português se
defende.
- Mas eu não sei
como este dedo foi parar no meu pão.
- Não sabe, é?
E você também não sabe de nada, né,
madame? Vamos todos para o xilindró, que eu conheço
um ótimo remédio para a memória. Começa
com “Pau” e termina com “de arara”.
O português e Heloísa
se alvoroçam.
- Vamos resolver isso
por aqui mesmo, seu puliça...
- Resolver como? O que
você sugere?
Helena olha para o policial
e para o português, esperando uma reação
deste. Acaba perdendo a paciência e o cutuca, cochichando
em seu ouvido.
- E aí, Portuga,
não sacou que ele quer bola?
- Bola? Que bola?
- Mas tu és burro,
português! Bola, toco, proprina, jabá, grana.
Entendeu?
- Ah...não.
- Ele quer é dinheiro
pra deixar quieto, porra! Libera aí pra salvar nosso
lado.
Em silêncio ameaçador,
o policial espera. O português pede licença
e abre a registradora, contando o dinheiro que te lá.
Chama o policial, que levanta os óculos e olha a
grana.
- Só tem isso
aí?
- É início
de movimento, o senhor tem que entender...
Sem piscar, o policial
toma a grana da mão do portuga e a guarda sob o paletó.
- Por enquanto tá
bom. Mas o dedo vai comigo, para averiguações!
Mas não pense que acabou, portuga!
O policial sai, deixando
Heloísa e o Português, e rindo por ter conseguido
uma grana antes de chegar no trabalho.
- Finalmente de quem
era aquele dedo, ô português?
- E eu seu lá,
ô pá?
Longe dali, Luis Inácio
acorda com um peculiar gosto de cabo de guarda-chuva na
boca. O domingo tinha sido divertido, um festão na
casa do português. Todo mundo foi, e rolou cerveja
e até uísque. Ele não se lembra exatamente
como chegou em casa, mas a dor de cabeça que sente
dá a entender que ele passara um pouco da conta.
Até porque ele não está em casa, e
sim na casa de um amigo. Aos poucos, ele se lembra que os
dois saíram da festa do Portuga acompanhados por
duas mulheres que conheceram lá, e vieram para a
casa deste seu amigo.
Do quarto do amigo saem
duas mulheres, as quais ele acha feias de doer. As duas
se despedem com um beijo, e pedem que eles liguem depois.
Saindo, ele se pergunta como foi que ele encarou alguma
daquelas barangas. O seu amigo sai do quarto.
- Cadê as gatas?
Já foram?
- Gatas? Você acha
aquelas duas mocréias gatas?
- Dão pro gasto.
E você até que tava chamando Solange de minha
deusa. E ela achou sua barba e sua língua presa um
charme.
- E quem tem língua
“prefa”?
- Sou eu, por acaso.
Mas admita que você já comeu pior pagando.
- Tu ainda tá
“bêbo”, companheiro. Conte aqui quantos
dedos eu tenho – e em seguida mostra a sua mão
esquerda.
- Um, dois, três,
quatro.
- Aí, ainda está
bêbado! Tenho aqui cinco dedos!
- Cadê o quinto?
- Olha aqui, “fego“.
Insiste mostrando sua
mão, mas de fato está faltando o dedo mindinho
da mão esquerda.
- Ué, cadê
meu dedo?
- E eu que vou saber?
- Sumiu, porra! Meu dedo
sumiu!
- Não grita que
eu estou com uma dor de cabeça daquelas, cacete!
- Como diabos um dedo
pode sumir?
- Sei lá. Quem
sabe enfiasse na baranga e esqueceu lá dentro?
- Não fode. Ninguém
pode ser distraído assim.
- Ela pode ter a famosa
“vagina dentata”. Aí se enfiou lá...adeus
dedo.
- É cada uma...Mas
o que eu vou fazer sem o meu dedo, homi? Era o que eu coçava
o ouvido. Tava até com a unha grande!
- Isso está estranho.
Vou voltar para a cama para me curar do porre. Faz o mesmo,
quem sabe o dedo não volta depois da ressaca?
Mas Luis Inácio
está desesperado, procurando o dedo nos cantos. Como
seu amigo sabe que não conseguirá mais dormir,
tenta ajudá-lo.
- Quando foi que você
viu o dedo pela última vez?
- Depois da cana de ontem,
não me lembro nem se tinha pendurado o rabo para
tomar banho.
- Já ouvi falar
que cu de bêbado não tem dono, mas dedo? Isso
é o que dá tomar cerveja e “lavar”
com uísque. E mais uísque falsificado.
- Mas com água
de coco até que desceu redondo...
- Ei, não foi
você que estava cortando o coco lá na cozinha
do portuga?
- Sim, fui eu.
- Você pode ter
cortado o dedo ali naquela hora.
- E você não
acha que eu não sentiria, cazzo?
- Com o que você
já tinha bebido, você não sentiria uma
cirurgia de extração de apêndice.
- Acho que estou lembrando
de algo. Vi que alguma coisa caiu na massa dos pães
do portuga...
- Se foi seu dedo, a
esta hora ele deve estar sendo servido no café da
manhã de alguém...
- Ah, fudeu! Comeram
meu dedinho! E agora? O que farei sem meu dedinho?
De saco cheio de tanta
ladainha por causa de um dedo, o amigo de Luis Inácio
tenta consolá-lo.
- Você é
tão ruim que seu dedo deve ser mais duro que pescoço
de jumento. Ninguém conseguiria comer seu dedo. Devem
tê-lo encontrado.
- Mas como eu vou acha-lo?
- Ah, coloca um anúncio
no jornal – diz ele, em tom de chacota.
- Ótima idéia.
Vou para o jornal agora.
Após a saída
apresada de Luis Inácio, o seu amigo comenta.
- Como diabos ele vai
colocar o dedo de volta, se encontrá-lo? É
cada uma...
Curtindo ainda a sua
ressaca, Luis Inácio chega a um jornal e vai a seção
de classificados. Enfrenta uma pequena fila até ser
atendido.
- Aqui é que se
coloca anúncio?
- É sim, colega.
O que manda?
- É que eu quero
comunicar o desaparecimento de algo, ver se alguém
achou.
- Ah, e o que é?
Documentos, cachorro, pessoa?
- É meu dedo.
- E “Meudedo”
é o nome do cachorro ou é apelido de alguém?
- Não porra, meu
dedo! M-E-U D-E-D-O.
- Dedo? Tu ta de gozação
comigo, cara?
- É sério.
Quero colocar um anúncio para ver se alguém
achou o meu dedo.
- Já procurou
no seu cu, camarada? É cada uma...
- Mas eu falo sério,
camarada.
O diálogo insólito
é ouvido por um senhor de paletó e óculos
escuros, que transita pela redação do jornal.
È o responsável por censurar matérias
e reportagens consideradas ofensivas ao governo. Ele se
chega e vai perguntando que conversa estranha é aquela.
- Esse palhaço
está querendo colocar um anúncio de um dedo
desaparecido.
- Mas é sério.
Olhem só. O canto limpo.
O funcionário
e o censor olham a mão mutilada de Luis. O censor
não se convence, e sentencia.
- Por acaso você
não está tentando passar uma mensagem codificada,
está?
- Não, senhor.
Nem sei o que é isso que o senhor está falando.
Sai mais caro?
- Não se faça
de desentendido. Já não basta agüentar
os gaiatos do jornal publicarem poemas e receitas no lugar
das pouca-vergonha que eu censuro. Eu conheço a laia
destes comunistas. Um dia picharam num muro aqui perto uma
mensagem subversiva. “celacanto provoca maremoto”.
Isso é mensagem de comunista! Meus colegas do DOI-CODI
ainda estão procurando este elemento celacanto.
- Não conheço
nenhum sei-lá-canto, doutô...
- Doutor uma porra, que
eu não sou médico! E você tem cara de
comunista, com esta barba aí.
- Sei nem o que é
isso...
- Sabe não? Vamos
ali na delegacia que a gente vai ter uma conversinha.
- Peraí, doutô.
Quero só encontrar o meu dedo...Olha ele ali!
Os dois se viram para
onde Luis aponta. Este aproveita a distração
e corre, fugindo do local. O censor grita, ordenando que
ele pare. Luis ganha as ruas, e ao virar a esquina, vê
um carro oficial parado diante de uma repartição
pública. Para a sua surpresa, ele vê sair da
repartição o seu dedo, vestido em um terno
escuro e escoltado por dois seguranças. Achando que
ainda é efeito da ressaca, Luis Inácio esfrega
os olhos, mas continua vendo o seu dedo se dirigindo ao
carro com motorista que o espera. Vendo que a situação
é real, ele corre para o carro, gritando por seu
dedo mindinho.
- Ei, meu dedo! Tá
indo para onde?
O dedo finge não
escutar, e continua entrando no carro. Luis Inácio
não se detém e bate no vidro do carro.
- Você não
pode ir embora! Tem que voltar para mim!
Os seguranças
ladeiam Luis Inácio.
- Você está
perturbando a autoridade, moço.
- Que autoridade? Este
aí é o meu dedo que estou procurando!
- Dedo, é? Se
estiver procurando dedo, aqui tem cinco.
Um dos seguranças
bate com a mão aberta na cara de Luis Inácio,
que cai com o tapa desferido. Os seguranças entram
no carro, que segue pela rua. Luis vê que ele tem
placa oficial da secretaria de segurança. Antes de
se levantar, o censor do jornal vem correndo, acompanhado
por dois agentes de polícia.
- O elemento é
esse. Podem levá-lo.
- Ei, pra onde vocês
querem me levar?
- Não está
procurando um dedo? Pois vai ter “um dedo” de
prosa com o delegado. Levem-no!
Os dois agentes suspendem
Luis Inácio pelos ombros e o “rebocam”
para um camburão que está estacionado próximo,
conduzindo-o para uma delegacia. Lá, ele é
interrogado incessantemente a respeito de um possível
envolvimento com grupos subversivos, terroristas ou de guerrilha
urbana. Ele nega tudo, até porque ignora por completo
do que diabos eles estão falando. Em determinado
momento do interrogatório, alguém entra na
sala e fala discretamente com o delegado. O delegado pede
para que levem Luis Inácio para uma sala, onde ele
fica sozinho, sentado diante de uma escrivaninha vazia.
A porta da sala se abre,
e surpreendentemente seu dedo entra na sala, bem vestido
e com pose de autoridade. Silenciosamente senta-se diante
de Luis Inácio, que está quieto diante da
situação surreal.
- Bem, Luis Inácio,
você deve estar querendo uma explicação
a respeito desta situação toda. Aceita um
charuto?
Boquiaberto, ele apenas
balança a cabeça. O dedo mindinho abre uma
das gavetas e retira um charuto, corta a sua ponta e acende-o
na boca de Luis Inácio. Acende outro para si, também,
baforando anéis de fumaça em direção
ao rosto barbudo de Luis.
- Devo uma explicação
a você, de fato. Estamos separados a poucas horas,
mas neste tempo consegui estabelecer uns contatos que me
colocaram em uma posição boa dentro do sistema,
como pode ver.
Luis Inácio continua
em silêncio. O dedo prossegue.
- Mas vamos do início.
Desde aquele pequeno acidente que me separou de você,
eu adquiri consciência própria. Percebi o meu
potencial desperdiçado, e vi que poderia fazer muito
sozinho, sem nenhum vínculo com você. E procurei
tomar as rédeas assim que a primeira oportunidade
surgiu. Ao ser levado da padaria por um policial, eu encontrei
alguns dedos conhecidos na mão dele. Expus a minha
situação e eles concordaram em me ajudar,
e rapidamente me conseguiram esta função na
secretaria de segurança. Surpreso? Não fique.
Nos tempos de hoje, dedos são bastante influentes.
Você não sabe o poder de um dedo indicador
em riste! Pode colocar alguém em uma posição
privilegiada ou na cadeia!
Dá uma pausa para
mais baforadas no charuto. Prossegue.
- Pois bem, seu Luis.
Como vê, para mim não é nenhuma vantagem
voltar a fazer parte de sua mão.
- Mas você é
parte de mim. Não pode ficar solto por aí.
- Ah, posso, e vou ficar.
A culpa não é minha que você enfiou
um facão por engano em seu dedo. Não quero
voltar a ser apenas o coça-ouvido e coça-saco
de um fodido qualquer...Com todo respeito, claro.
- E eu vou ficar sem
dedo?
- Vamos fazer o seguinte:
eu tenho uma proposta que será vantajosa para nós
dois. Seja todo ouvidos. Eu sou todo dedos. Entendeu, pescou?
Todo dedos! Rá.
- Não entendi
a piada.
- Deixa pra lá.
Pelo visto, toda a sua inteligência estava contida
no dedo mindinho esquerdo, que é este que vos fala.
- Continuo sem entender.
- Foi o que eu quis dizer.
Por eu ser o cérebro pensante aqui, o meu plano é
o seguinte: Mesmo com minhas influências, eu sou apenas
um dedo, e nem todos vêem com bons olhos um dedo assumindo
certas funções públicas. Aí
é que você entra.
- ...
- Eu tenho meus contatos
e minhas influências. Eu vou transformar você
em um grande político. Se você me obedecer
direitinho, pode chegar a ser alguém poderoso e importante.
Que tal Presidente da república?
- Mas não tem
que ser General pra ser presidente?
- Isso por enquanto.
Mas vai mudar. E não é para agora, mesmo.
Você vai começar em algo mais simples, começar
por baixo.
- Vice-presidente já
tá de bom tamanho, pra começar.
- Na verdade, estava
pensando em torneiro mecânico.
- Cacete, tão
por baixo?
- Calma, isso é
só o começo. Você vai conhecer gente
do meio operário e vai agitar o movimento sindical.
Isso trará destaque a sua figura. Você passará
a ser conhecido.
- Vou ser famoso?
- Sim. Mas não
vamos para o sucesso fácil, rápido e efêmero,
igual aos cantores do Chacrinha. Vamos consolidar aos poucos
a sua imagem de defensor das classes trabalhadoras. Aí
faremos um novo partido político, o qual você
ajudará a fundar.
- E quando começa
a entrar a grana?
- Tenha paciência.
Você se dedicará ao movimento sindical e a
vida política. E esta história de torneiro
mecânico é só “caô”.
Vamos ter algumas dificuldades, mas você será
presidente. Aliás, EU serei o presidente, já
que você será só meu testa-de-ferro,
meu laranja. Estarei nos bastidores mexendo os pauzinhos.
- Serei só seu
fantoche?
- Não reclame.
Pode pegar toda cachaça e mulher que topar no caminho
do poder.
- Parece um bom negócio.
- Claro que é.
Tudo isso em troca de um mero dedo. Conheço gente
que daria o ovo esquerdo para ser vereador. Vai por mim,
em equipe chegaremos longe.
- E como vou explicar
que tenho só 9 dedos? Não vai pegar para a
minha imagem?
- A gente inventa um
acidente de trabalho. Isso acontece direto. Isso será
bom para a sua imagem. Só esta sua língua
presa é que não dá pra fazer muita
coisa...
- E quem tem língua
“prefa” aqui?
Daí para frente,
é história. Dizem que o dedo mindinho esteve
por trás de muitos fatos da história recente
do Brasil, como o fim do Regime Militar, a morte misteriosa
de Tancredo Neves e o desaparecimento de Ulisses Guimarães.
Apesar da breve derrota contra a máfia alagoana devido
a um golpe baixo do caçador de marajás, sua
vingança foi terrível, culminando com o a
renúncia de Fernando Collor e o assassinato de PC
Farias. O dedo é a figura mais influente nos bastidores
de Brasília, detentor dos segredos mais escabrosos
dos políticos e dos poderosos. Mexer com ele é
pedir para morrer. ACM tentou peitá-lo, e acabou
tendo de renunciar ao seu mandato.
Hoje, com seu antigo
mestre na Presidência da república, o seu poder
é vasto, pois é ele quem realmente manda no
país através de Luis Inácio, um mero
fantoche de seu próprio dedo.
Hugo
Chavez e Bob Esponja Cuecão de Couro
[30/01/2005]
É
o Hugo Chavez, Chavez, Chavez...
Eita menino danado este
Chavez. Ele já se sente dono do pedaço e faz
pouco de Girafales W.Bush, dono da gringolândia, pois
anda apostando um dólar e um sanduíche de
presunto que fica no Palácio Miraflorinda mais tempo
do que Bush fica na Casa Branca.
Muito puto com os colombianos que entraram em seu quintal
para brincar de pega-guerrilheiros-das-FARCS, Chaves reclama
da Elite de seu país e dos americanos: “Ninguém
tem paciência comigo!”. Nem mesmo a Bruxa do
71, Condoleeza Arroz, recém-contratada como secretária.
De defesa.
Mas o moleque tem mais é que comemorar, mesmo, pois
seu Barriga Sisneros é doido pra por ele pra fora
da Vila Venezuela, e já tentaram duas vezes. Uma
foi um golpe de Estado, e depois um tal de referendo, e
Chaves acabou escapando de ambos. Aí ele assume seu
alter-ego, o Chapolin Bolivariano, e solta o seu bordão:
“Não contavam com minha astúcia!!!”
Bob Esponja Cuecão de
Couro
Rapaz, não espero
mais nada do fundamentalismo religioso americano. Além
de insistirem em impor o criacionismo como matéria
a ser ensinada em lugar da Teoria da Evolução,
eles ainda me saem com esta.
Para resumir a coisa, a Associação das Famílias
Americanas está acusando o personagem Bob Esponja
e seus criadores de promoverem a homossexualidade entre
as crianças. Sério, crianças! Segundo
os enrustidos-conservadores-puritanos-felasdaputas, um vídeo
aonde o personagem aparece junto a outros personagens infantis
promoveria a tolerância a comportamentos homossexuais.
E que o tal vídeo incluiria uma nova versão
de um hit dos anos setenta, "We Are Family" (lembra
da abertura da versão americana para "A Gaiola
das Loucas"?).
O fundador da "We Are Family Fundation",
responsável pelo vídeo e autor da música
citada, Nile Rodgers, se defende, afirmando que o vídeo,
que está sendo veiculado na TV americana, tem a intenção
apenas de promover o multiculturalismo e a tolerância
aos diversos povos do mundo, e não é uma apologia
ao homossexualismo.
Tão pensando que é piada ou pegadinha do Cocadaboa?
Confiram isso aqui
e aqui.
O mundo está perdido, mesmo. Daqui
a pouco vão acusar os Flintstones de promoverem o
chauvinismo e o machismo, e que o Salsicha, do Sccoby-Doo,
estimula o uso de maconha entre os jovens...
Veja abaixo uma cena do filme do qual
eles tiraram essa idéia tosca de que o pobre do Bob
é gay. O filme está devidamente traduzido
para o português:
São
Paulo Fashion Week Negócio de bixa mesmo
[23/01/2005]
No
último São Paulo Fashion Week, nosso versátil
repórter Jacaré Jacuzzi foi escalado para
andar entre as modetes e os estilistas e nos trazer as novidades
do mundo da moda. E só aqui você verá
os fatos que a grande imprensa ignora, por medo de polêmica
ou porque são absolutamente ridículos.
Uma coleção
do caralho
O estilista francês
Si Borreau lançou uma exclusiva novidade: acessórios
feitos de couro de fimose. O polêmico estilista resolveu
apelar para este estranho material quando, ao tentar vender
as suas peças, alguém teria questionado o
preço da mesma da seguinte maneira:
“Que troço
caro da porra! Por acaso é feito de couro de fimose?”
Com
a inovadora idéia em mente, o estilista criativo
entrou em contato com clínicas que efetuam a cirurgia
de remoção do couro e com sinagogas, aonde
os judeus efetuam a circuncisão cerimonial. Estes
estranharam o pedido inusitado do estilista, mas acabaram
concordando em fornecer o “material”.
Devido ao pequeno tamanho
dos pedaços de couro, o estilista apenas se limita
a fazer pequenos acessórios, como carteiras, porta-moedas
e pequenos cintos. Em relação a cor do couro,
ele prefere os de coloração negra, pois combinam
melhor com outras peças do vestuário, além
de fornecerem maiores pedaços de couro.
O próximo passo
é agora fornecer peças de vestuário
completas feitas de couro humano. Ele está pleiteando
doações de pele para esta nobre causa, mas
até agora não tem encontrado muita receptividade
de suas idéias, pois nem todo mundo quer se desfazer
de sua pele, mesmo estando morto.
Claro que isso tem causado
polêmica. Ativistas de grupos de direitos humanos
questionam a ética de se utilizar couro humano em
peças do vestuário. Inclusive organizaram
protestos em frente ao SPFW, fantasiados de pênis
e com cartazes de protestos.
Sugestões
de Presente Nesse Natal Presentei quem você
ama
[12/12/2004]
Todo
ano é a mesma coisa. O presente de natal ou de amigo
secreto não passa de um Cd, um livro de auto-ajuda
com foto de bichinhos, ou uma peça de decoração
desenvolvida por algum designer famoso que vende saca-rolhas
ao custo de 50 cestas básicas. Ou até mesmo
uma obra de arte moderna, como um vaso sanitário
pintando ao estilo Pop-art. Mas isso é lugar-comum
demais. Prime pela criatividade e originalidade. E, se o
seu problema é uma boa idéia para um presente,
nós estamos aqui para isso. Mas se seu problema é
dinheiro para comprar o presente, o problema é SEU,
mesmo!
Se
o seu amigo é chegado a um simulador de vôo,
para que realidade virtual se há algo de verdade
à venda, por preço de ocasião? Compre
um moderno caça a jato e dê de presente! Esqueça
os modelos americanos, pois eles nunca vêm com os
acessórios interessantes, como mísseis de
longo alcance. O negócio é comprar dos russos.
Este modelo de caça, o Sukoi 35, é um dos
melhores aviões de combate atualmente fabricados.
Como a situação ta russa para o lado dos russos,
eles fazem qualquer negócio! Se tiveres uns US$ 30.000.000,00
livres, dá para comprar um caça de combate
e alguns acessórios legais, como mísseis ar-ar,
ar-terra, bombas de diversos tipos. Seu amigo poderá
voar duas vezes mais rápido que o som e acertar alvos
além do alcance visual, além de fazer manobras
impensáveis a outros aviões.E se dinheiro
não é problema, dá para empurrar no
negócio uma bombinha nuclear tática. Um senhor
presente, sem igual!
Se
o negócio é mobiliar a casa de um casal amigo,
esqueça os móveis que são bonitos e
desconfortáveis. Presenteie com algo prático
e confortável. Poltrona do papai? Isso é coisa
do passado! O negócio é a poltrona do papai-e-mamãe.
Bastante conforto para o casal amigo se divertir em diversas
posições, e com estofado antimanchas, para
não se preocupar com porra nenhuma!
Todos
se lembram da época do apagão. Pois é,
pode acontecer de novo. Pensando nisso, você pode
presentear seu amigo, ou a si mesmo, com algo que evitaria
qualquer problema de fornecimento de energia. Gerador à
gasolina? Coisa arcaica! O negócio é montar
uma usina nuclear no quintal. E não se espante que
dá para comprar uma de segunda mão sem muito
uso. A usina Angra III está até hoje sem ser
construída, e seus componentes estão estocados,
sem uso. Uma conversa amigável dá para convencer
o atual dono a vender por um preço de ocasião.
Para
presentear o amigo que é chegado a um churrasco,
presenteie-o com um prático lança-chamas.
Com este presente, o churrasquinho do fim-de-semana será
aceso em segundos! Modelos disponíveis em gasolina,
álcool e napalm. Não é aconselhável
a pessoas esquentadas que brigam com freqüência
com seus vizinhos, pois ele pode querer usar o presente
para dar um jeito no carro do vizinho que insiste em ocupar
duas vagas no estacionamento do prédio. Obs: pilhas
não incluídas.
Não seja puritano!
Brinquedos sexuais também são bons presentes.
Mas nada de vibradores ou bonecas infláveis! O hype
é ovelha inflável para um sexozinho animal.
Para seu amigo se lembrar da infância na roça.
Só não pode morder, senão a ovelha
pode sair voando pela janela.
Neste
mundo cibernético, as pessoas dos pontos mais distantes
do mundo se conhecem pela Internet. Por que não se
conhecer melhor, em um sentido mais bíblico, no ciberespaço?
Para seu amigo nerd que conheceu uma garota gostosa e doida
pra morder a fronha, mas que mora em Kuala Lumpur, isso
não é problema. Com os periféricos
genitais, seu amigo transformará o PC em uma sex
machine, e praticará “séquisso”
virtual da melhor qualidade. Só oriente seu amigo
a ler o manual de instruções e fazer um bom
aterramento (fio terra elétrico, não dedo
no cu), pois seria ridículo ele levar o seu driver
genital para a assistência técnica com o driver
preso ao seu bilau devido a um mau funcionamento. Além
de ridículo, acho que a garantia não cobriria...
Quer presentear os parentes
com uma viagem? Orlando, Ilhas Gregas, Fernando de Noronha?
Coisa de novo-rico! Se é para esbanjar, gaste a grana
toda só na passagem e contrate os serviços
da agência espacial russa. Por uns 25 milhões
de dólares, você pode ser colocado em órbita
e conhecer a estação espacial internacional.
Dê este presente a sua sogra. Com sorte, ela acaba
ficando por lá, mesmo...
Intocáveis
da Paraíba O Sucesso da Operação
Catuaba
[15/11/2004]
OPERAÇÃO
CATUABA
Policiais federais lutam
contra o crime organizado para inibir o contrabando de bebidas
alcoólicas. Isso não é Chicago nos
anos 30, e sim o sertão da Paraíba no século
XXI!
Depois do sucesso das
Operações “Vampiro”, “Poeira
do Asfalto”,”Gafanhoto”, “Midas”,“Chacal”,
“Capela, “Pororoca”, "Cavalo de Tróia"
e “Padrão”(durante a greve), mais um
grande sucesso de marketing da PF produções,
associados ao Ministério Público:
Tudo
começou quando um repórter gringo insinuou
que o Presidente teria problemas com álcool. De fato,
o presidente nunca teve problemas com o álcool, pois
ambos sempre se deram muito bem. Mas de repente suas ressacas
ficaram mais sérias, e isso começou a repercutir
nas decisões do executivo ou em declarações
aparentemente estranhas do Presidente. Uma investigação
da ABIN identificou que a procedência da água-que-passarinho-não-bebe
do presidente era questionável.
Exigiu-se uma investigação,
e o Presidente exigiu que o melhor homem da PF fosse colocado
à frente do caso. Como o melhor homem estava de licença,
empurraram o agente Elliot Néscio para a operação
intitulada “Operação Catuaba”.
Questionado a respeito do nome da operação,
o agente respondeu que a Catuaba tem efeito afrodisíaco,
e que os bandidos se foderiam com eles!
A investigação
se estendeu por vários estados, em busca de bebidas
contrabandeadas e falsificadas. Uma força-tarefa
foi montada para estabelecer a procedência das bebidas
em todo o país. Para isso, foi necessário
que os dedicados agentes atestassem a qualidade (ou falta)
das bebidas suspeitas.
Apesar das ramificações
da perigosa máfia das bebidas alcançarem diversos
estados do Norte e Nordeste, descobriu-se que a sede dos
maléficos contrabandistas de bebidas estava localizada
em um local ermo, deserto, afastado da civilização:
a cidade de Patos, no sertão da Paraíba. O
Rei do Crime local era conhecido por Crown´s Dany,
mas sua alcunha era Wood´s Face, dada a sua capacidade
ímpar de jurar e fingir inocência. Seus asseclas
eram criminosos internacionais oriundos dos States e da
Europa, concluíram os agentes ao divulgar a lista
dos suspeitos: Johny Walker (inglês ou paraguaio,
não se sabe ao certo), Domeq (francês), RomMontilla
(pensou-se ser cubano, mas era falso), Orloff (russo) Dreher
(da Casaducaralhistão), Mas os agentes da PF se empenharam
em incriminá-lo de vez para enquadrar o malandro.
Claro que Deny tentou
corromper Elliot e sua equipe bem treinada. Mas os intocáveis
brasileiros são incorruptíveis! Até
porque eles descobriram que o uísque que Dany tentara
dar a eles era paraguaio. Aí a casa caiu, malandro!
E, só por sacanagem, a Polícia prendeu todo
mundo na sexta-feira, pouco antes de saírem para
tomar aquela primeira cervejinha do fim-de-semana...
Mas o poderoso Wood´s Face não perde a pose,
e se recusa a viajar de camburão, preferindo ir em
seu avião particular de Patos até a cadeia.
Os agentes acabam concordando e o larápio embarca
em seu avião. Os agentes acabam chegando primeiro
e estranham que o avião ainda não havia chegado.
Resolvem comemorar e esperar o preso tomando uma...
Quem
se Fode A Nova Seção que
é capa de revista
[31/10/2004]
PENSE EM UM CHURRASCO
CARO...
Em Valparaíso, uma vaca da raça Nelore de
nome Asteca foi eletrocutada após a queda de um poste.
A mesma era detentora de títulos e prêmios
em diversas feiras e exposições, sendo fornecedora
de material genético. A mesma estava avaliada em
cerca de R$ 2.800.000,00. E, como desgraça pouca
é bobagem, não estava segurada. O dono da
mesma deve estar muito puto, até porque outra vaca,
esta avaliada em 140 mil reais, também virou churrasco.
Ele quer tascar um processo contra a concessionária
de energia elétrica da região.
O PUDIM DEU BOLO
Já para Garotinho, desgraça pouca é
bobagem. Em Campos, o T R E carcou de novo a candidatura
de Geraldo Pudim, do PMDB, que é apoiado por Garotinho.
Antes o candidato havia sido acusado de usar um programa
social do Estado, o cheque cidadão, para se promover.
Agora o bicho pegou quando foi encontrado e apreendido pela
PM e pelo T R E o montante de R$ 318.200 na sede do Diretório
do PMDB em Campos. A suspeita é que a bufunfa seria
utilizada para a compra de votos. Garotinho afirma que a
grana seria utilizada para pagar militantes. Ah, isso quando
crescer vai dar um trabalho...
DOCE ILUSÃO
De ilusão se vive, mas por pouco tempo. Durante anos
se viveu a ilusão de se ter uma moeda com o mesmo
valor do dólar aqui e na Argentina. Pelo menos aqui
a farra acabou logo depois da reeleição de
FHC. Já na Argentina, eles seguraram a tal paridade
por mais tempo, mas quando não deu mais para segurar,
foi putaqueparidade pra todo lado, já que de repente
o papel que se tinha no bolso dos argentinos não
servia nem para limpar a bunda. Claro que quem tinha dinheiro
em banco queria receber em dólar seus trocados, e
haja processo. Só que esta semana a Suprema Corte
Argentina decidiu dar razão aos bancos, e quem não
gostar vai ter que reclamar ao Bispo, agora, já que
não cabe mais recurso.
Quem
se Fode A Nova Seção que
é capa de revista
[24/10/2004]
Mais uma promessa no
esporte que deu com os burros n´água. A tão
esperada e inédita vitória de Rubinho no GP
do Brasil se reduziu a um terceiro lugar. E desta vez não
foi o Schumacher - que chegou em sétimo - quem atrapalhou,
pois deveria estar cagando e correndo, já que o campeonato
já acabou faz tempo para ele. Quem tirou o gostinho
foram os corredores Montoya e Raikonnen. A desculpa da vez
foi a chuva. E o pé frio de Galvão Bueno...
O principal marqueteiro
do PT e responsável pela campanha de Marta pela prefeitura,
Duda Mendonça, foi preso em flagrante pela Polícia
Federal na tarde de quinta-feira 21. Ele achou que seu galo
de briga tinha mais chances do que Marta e resolveu apostar
uns trocados em uma rinha de galos. O detalhe é que
isso é ilegal, e os prestativos agentes recolheram
ele e mais uns colegas – entre eles um vereador petista.
Todos tiveram que pagar fiança e deverão responder
a processo de maus-tratos contra animais, formação
de quadrilha e apologia do crime. E, ainda por cima, Duda
levou um pé-na-bunda de Marta, que o substituiu na
campanha. Apesar que, de acordo com as pesquisas, quem deve
dar às caras por aqui em breve será a Marta.
Além de ter ganhado
um mísero terceiro lugar nas eleições
para prefeito de São Paulo, Paulo Maluf recebeu outras
notícias azedas. No dia 12 último, dia das
crianças, o menino Malufinho ganhou cinco acusações
formais pelos crimes de evasão de divisas, lavagem
de dinheiro, sonegação fiscal, formação
de quadrilha e peculato ou apropriação de
dinheiro público. As mesmas acusações
pesam contra o filho, Flávio Maluf. Pra completar,
ontem (22/10) a PF o indiciou por crime eleitoral por ele
omitir informações de doações
de campanha.e por desobediência, já que não
atendeu a intimações para depor sobre o assunto.
Por isso os agentes fizeram questão de “reboca-lo”
até o xilindró para ele trocar umas idéias
com delegados da Federal.
Sobre
Jacaré Jacuzzi
Nosso homem da alta sociedade.
Em tempos de celebridade, sua coluna vive brilhando com
a presença de gente bonita e famosa. Dizem, porém,
que para sair na coluna dele, é preciso liberar alguma
coisa, em dólar ou em outro tipo de moeda. Como nossa
estagiária gostosa já apareceu em sua coluna
e ela não tem lá muita grana, imaginamos com
que tipo de moeda ele lida...