Em Jacuzzi que tem jacaré, piranha se banha de bruços

Prêmio Darwin
As Mortes Mais Imbecis do Ano
[05/03/2005]


A Teoria da Evolução de Darwin preconiza que os animais que tiverem características que os traga vantagens em determinados ambientes que outros bichos acabam tendo mais chance de sobreviver, e de passar esta bendita característica as suas gerações futuras, enquanto outras espécies serão extintas.

Baseando-se nas teorias darwinistas, o então estudante de biologia molecular na universidade de Berkeley, Wendy Northcutt, deduziu a seguinte teoria: pelo mundo afora, existe gente burra o suficiente para dar cabo de sua existência das maneiras méis esdrúxulas possíveis. Para o estudante, esta seria uma prova da teoria de Darwin, já que estes beócios não deixariam descendentes, e a raça humana se tornaria mais inteligente. Evoluída, portanto.

Partindo desta premissa, o estudante começou a pesquisar e coletar casos e narrativas de fatos reais de pessoas que teriam morrido de forma estúpida, ou de alguma maneira impedidos de passarem seus genes adiante. E criou o prêmio Darwin, para premiar as mortes mais idiotas já registradas.

Como toda brincadeira que toma um vulto maior que o planejado, o pequeno site do prêmio, antes hospedado no portal da universidade, acabou com domínio próprio e livros foram editados narrando algumas das histórias mais hilárias de óbitos absurdos.

Para concorrer ao prêmio, primeiro a narrativa deve ser verdadeira. E como os responsáveis pelo site recebem inúmeras sugestões, cabe a eles confirmarem se a narrativa procede ou se é invenção de algum desocupado. Narrativas inverídicas, porém muito criativas e engraçadas, acabam sendo citadas na seção “lendas urbanas”.

Além de verdadeira, o idiota candidato tem que morrer no processo, ou de alguma maneira ser impedido de perpetuar sua espécie (como ter os testículos torrados ao mijar sobre um trilho eletrificado). Se estes requisitos não forem atendidos, mas a história ainda assim for absurda e engraçada, a mesma será publicada como “menção honrosa”.

A maioria das vezes o sinistro é provocado por uma inverossímil burrice dos protagonistas envolvidos. Outras vezes é um azar tremendo que o coitado tem.

Abaixo, selecionamos algumas histórias absurdas retiradas do site oficial. Também mais histórias podem ser encontradas nos livros.

LENDAS URBANAS

- Esta de vê ser uma das mais famosas lendas urbanas. Após um incêndio florestal na Califórnia, os bombeiros acabam encontrando no meio do matagal chamuscado o corpo de um homem preso aos galhos de uma árvore queimada. O estranho é que este homem estava vestido com roupa de mergulhador. Como diabos um homem-rã teria ido parar no meio de um incêndio na floresta.

É claro que a polícia foi investigar o caso, e descobriu que a vítima do acaso estava mergulhando no oceano a uns vinte quilômetros do incêndio, e o azarado mergulhador fora apanhado por um helicóptero de combate a incêndios (destes que carregam gigantescos baldes d’água pendurados) quando este se abastecia de água no oceano. Antes de morrer queimado, ele deve ainda deve ter sofrido danos em órgãos internos pela brusca mudança de pressão.

- Porém esta aqui deve ser certamente a mais divulgada. È sobre o rapaz que tenta o suicídio pulando do terraço de um prédio. Ele seria salvo da morte por causa de uma rede de segurança colocada abaixo do prédio, mas ao passar pelo nono andar, é atingido na cabeça por um disparo de espingarda, que o mata. Ou seja, um caso de suicídio acaba se tornando homicídio.

Investigando o caso, a polícia descobre que o tiro teria sido disparado do apartamento de um casal idoso. O senhor admite o disparo, mas confessa que freqüentemente brigava e ameaçava a esposa com a espingarda DESCARREGADA. Ele não sabia que estava carregada ao apertar o gatilho.

De suicídio, passamos por homicídio e por disparo acidental. Mas as investigações concluíram que a arma teria sido municiada pelo filho do casal, pois este estava com raiva por não receber mais ajuda financeira deles, e sabendo do costume do pai em ameaçar a mãe com a arma, esperava que acidentalmente matasse a velha. Temos agora um homicídio, e o culpado é o filho do casal.

Surpreendentemente, descobre-se que o filho do casal é o próprio suicida!

Tanto esta quanto a história do mergulhador foram popularizadas no filme “Magnólia”. Só não sei se a lenda começou antes ou depois do filme...

- Uma receita mortal. Alguém de sono pesado faz uma refeição não muito leve, composta de feijão e repolho, e vai dormir em um quarto bem fechado. Resultado: o camarada começa a peidar desvairadamente, e o gás metano acaba se concentrando no cubículo, e ele morre sufocado durante o sono.

Esta é de 1989, e não foi confirmada com certeza.Um aluno aplicado de Kung Fu ouviu de seu mestre que a técnica deles estava tão evoluída que eles poderiam combater até com animais selvagens. Ele levou a sério o elogio e, a noite, entra no zoológico da cidade e invade a jaula dos leões para trocar uns tapas com o cara de juba. No dia seguinte, encontram apenas os braços do infeliz ainda sendo mastigados pelo rei da selva. Hakuna Matata.

PRÊMIOS DARWIN

1999

Neste ano, dois carros-bomba explodiram em locais diferentes, mas as únicas vítimas eram os terroristas que transportavam as bombas. O que teria acontecido? Inicialmente se pensou que seria erro ao manusear os explosivos, mas a verdade é um pouco mais divertida. O problema todo é que Israel estava em horário de verão algumas semanas antes, e quando este acabou, os palestinos se recusaram a atrasar seus relógios. Aí o detonador de ambas as bombas estava acertado para o horário de verão, e os terroristas que as transportavam estavam usando o horário de Israel. Por isso as bombas explodiram no meio do caminho.

No sudeste asiático há muita coisa perigosa, como doenças sexualmente transmissíveis e minas terrestres. No Camboja, três amigos vão tomar umas em um boteco e, lá pelas tantas, um deles tira do bolso uma mina terrestre antipessoal. E os três começam uma brincadeirinha chata: colocam a mina sob a mesa e cada um começa a pisar na dita. Após todos os bêbados do bar ficarem repentinamente sóbrios e correrem em pânico, o artefato acaba explodindo, fazendo chover idiotas por alguns dias no local.

2000

Direto da terra de George W.Bush um exemplo de segurança no manuseio com armas de fogo. Um jovem de 19 anos resolveu praticar roleta russa. Aos não iniciados nestes jogos, a roleta russa consiste em carregar o tambor de um revólver com uma única bala, girar o tambor, apontar a arma pra cabeça e apertar o gatilho, havendo uma chance em seis de ter uma bala pronta para o disparo. Mas o jovem resolveu praticar o lúdico esporte com uma pistola semiautomática. Engatilhou a mesma e mandou ver. Para os que não sabem, uma pistola semiautomática, ao contrário do revólver, já está pronta para o disparo assim que é municiada e carregada. Ele descobriu que tinha ZERO por cento de chances ao apertar o gatilho...

2001

No Oregon, após uma batida com seu caminhão, linhas de alta tensão ficaram caídas sobre o seu veículo. Após sobreviver ao acidente, ele tem a brilhante idéia de tirar o fio de seu caminhão, e tenta corta-lo com uma tesoura de jardinagem. Alguns milhares de volts o mandaram para o saco e o fez ganhar o premio Darwin.

Na África, mais precisamente em Gana, os conflitos tribais costumam ser resolvidos no tapa e na feitiçaria.Um nativo de 23 anos se lambuzou com uma poção mágica que prometia tornar à prova de balas qualquer um que usasse o produto. Após passar duas semanas se lambuzando, ele resolveu testar sua eficiência. Sentindo-se o filho de Jor-El, pediu a seus amigos que mandassem bala. Não consta que o feicticeiro tenha devolvido o dinheiro...

2002

No Colorado, após ser abordado por policiais que o perseguiam por direção perigosa, Gerald decidiu abandonar o carro roubado e fugir a pé. Durante a fuga, ele pegou sua pistola e continuou correndo, tentando acertar os policiais atirando por cima de seu próprio ombro. Como ele parecia o tipo de sujeito que não consegue andar e mascar chiclete ao mesmo tempo, conseguiu a proeza de acertar a própria cabeça, e acabou morrendo no hospital.

No Kansas, após seu carro quebrar no meio da rodovia Interestadual, um homem tentou pedir ajuda com seu telefone celular, e se afastou da pista devido ao barulho. E, para tentar falar ao telefone, tampava com a mão o ouvido livre, pois o barulho do trem estava atrapalhando sua conversa. O problema é que ele estava bem em cima dos trilhos...

2003

Uma do Brasil.Manoel Messias tinha a responsabilidade de limpar o tanque de combustível dos caminhões-tanque. O procedimento de segurança é encher o tanque com água para expulsar os gases residuais inflamáveis.Ele deixou o tanque enchendo com água, e ao voltar, decidiu verificar se o nível da água já era suficiente para ter expulsado os gases. O problema é que ele resolveu inspecionar o interior do tanque iluminando-o com a chama de um isqueiro! A explosão lançou o coitado a uma distância de 100 metros.

Em Sheffield, Inglaterra, um casal quis aproveitar a escuridão proporcionada por um poste quebrado e simplesmente começou a trepar no meio da rua. Apesar do aviso de alguns veículos que passavam buzinando, eles não pararam. Infelizmente um motorista de ônibus não imaginou que o que estava vendo era um casal fodendo, e eles acabaram se fodendo debaixo das rodas do ônibus. E o pobre do motorista teve a carteira suspensa por seis meses.

QUEREM MAIS HISTÓRIAS BIZARRAS?
O site oficial (http://www.darwinawards.com) tem todas as histórias, incluindo as lendas urbanas e as menções honrosas. Participe votando!

Em português, foi editado um dos livros da série pela editora Frente, com o título “O Prêmio Darwin: a evolução em ação - 152 histórias verdadeiras e absurdas de como seres humanos foram encontrar seu criador”

FRAMBOESA DE OURO
O Troféu Para os Piores do Cinema
[27/02/2005]


Os admiradores da sétima arte esperam a noite de 27 de fevereiro para verem os vencedores do Oscar. Mas particularmente acho que o único que assiste até o final a cerimônia transmitida pela TV são alguns poucos e infelizes críticos de cinema e um ou outro pobre pintor de cartazes de cinema antigo, para poder pintar os “Oscar” que o filme em cartaz ganhou.

Mais divertido e interessante é o prêmio da Golden Raspberry Award, o “Framboesa de Ouro”, que escolhe os piores do ano no cinema americano. O que não deve ser difícil, pois bombas de grande orçamento invadem as telas anualmente. E nem é levado em conta aquelas porcarias de filmes com baixo orçamento que costumam ser exibidos pela Rede Record, e sim os medalhões de Hollywood que, freqüentemente, costumam pagar micos de milhões de dólares.

E foi esta a intenção do crítico John Wilson, autor de livros como “Tudo que sei aprendi no cinema” e o “guia oficial de filmes Razzie”, ao criar o prêmio em 1980 como uma espécie de paródia ao Oscar e a outros prêmios da indústria do cinema. Inicialmente era apenas uma gozação de críticos de cinema, mas o prêmio acabou ganhando notoriedade nestes anos em que escolhe a nata podre da indústria do cinema, ganhando destaque na imprensa e queimando o filme de diretores e atores de cachês astronômicos. E nestes 25 anos, sempre um dia antes da cerimônia do Oscar, a cerimônia do Razzie Awards premia as pérolas do ano anterior. Neste ano o resultado será divulgado no sábado 26.

Os votantes do prêmio são pessoas ligadas à indústria cinematográfica americana, mas qualquer um pode se inscrever no site oficial e se tornar um “acadêmico”, pagando uma taxa de adesão e renovando a mesma periodicamente..

Normalmente os alvos preferenciais dos “acadêmicos” do Razzie Awards são super produções que resultam em filmes horrorosos, como “Showgirls” ou “A reconquista”. No primeiro ano de atuação, o filme agraciado como melhor exemplo de incompetência cinematográfica de 1980 foi um tal de “Can´t Stop The Music”. Além destas bombas caríssimas, as potenciais vítimas são os autores de grandes salários e de talentos não tão grandes. Nestes 25 anos de prêmios, o mais indicado e premiado ator foi Silvester Stallone, com 9 prêmios de pior ator e 29 indicações. Isso valeu um recado meio “carregado” que Stallone teria deixado na secretária eletrônica do crítico. Provavelmente deve ter mandado ele enfiar a framboesa no...

Mas vamos aos indicados deste ano. Além das indicações normais, existem categorias especiais referentes as comemorações dos 25 anos do prêmio. Uma surpresa é ter o presidente George W.Bush como indicado na categoria pior ator pelo documentário “Fahrenheit 911”. Mas não é a primeira vez que um presidente concorre, já que Ronald Reagan ganhou um framboesa de ouro em 1981 pelo conjunto da “obra”. Não ria, leitor, que é sério.

Fonte: http://www.razzies.com/asp/directory/25thNoms.htm

Pior Filme

  • Alexandre
  • Bebês Geniais 2
  • As Branquelas
  • Mulher-Gato
  • Sobrevivendo ao Natal

Pior Ator

  • Ben Affeck, por Meninas dos Olhos e Sobrevivendo ao Natal
  • Ben Stiller, por Quero Ficar com Polly, O Âncora, Com a Bola Toda, A Inveja Mata e Starsky & Hutch
  • Colin Farrell, por Alexandre
  • George W. Bush, por Fahrenheit 11 de Setembro
  • Vin Diesel, por A Batalha de Riddick

Pior Atriz

  • Angelina Jolie, por Alexandre e Roubando Vidas
  • Halle Berry, por Mulher-Gato
  • Hilary Duff, por A Nova Cinderela e Raise Your Voice
  • Mary-Kate & Ashley Olsen, por No Pique de Nova York
  • Shawn & Marlon (As Irmãs Wayans), por As Branquelas

Pior Dupla

  • Ben Affleck & Jennifer Lopez OU Liv Tyler, em Menina dos Olhos
  • Halle Berry & Benjamin Bratt OU Sharon Stone, em Mulher-Gato
  • George W. Bush & Condoleeza Rice OU His Pet Goat, em Fahrenheit 11 de Setembro
  • Os Irmãos Wayans (travestidos ou não), em As Branquelas
  • Mary-Kate & Ashley Olsen, em No Pique de Nova York

Pior Ator Coadjuvante

  • Val Kilmer, por Alexandre
  • Ah-Nuld Schwarzenegger, por A Volta ao Mundo em 80 Dias
  • Donald Rumsfeld, por Fahrenheit 11 de Setembro
  • Jon Voight, por Bebês Geniais 2
  • Lambert Wilson, por Mulher-Gato

Pior Atriz Coadjuvante

  • Britney Spears, por Fahrenheit 11 de Setembro
  • Carmen Electra, por Starsky & Hutch
  • Condoleeza Rice, por Fahrenheit 11 de Setembro
  • Jennifer Lopez, por Menina dos Olhos
  • Sharon Stone, por Mulher-Gato

Pior Diretor

  • Bob Clark, por Bebês Geniais 2
  • Keenan Ivory Wayans, por As Branquelas
  • Oliver Stone, por Alexandre
  • “Pitof”, por Mulher-Gato
  • Renny Harlin e/ou Paul Schrader, por Exorcista: O Início

Pior Refilmagem ou Continuação

  • Alien Vs. Predador (20th Century-Fox)
  • Anaconda 2: A Caçada Pela Orquídea Sangrenta (Screen Gems)
  • Exorcista: O Início (Warner Bros.)
  • Scooby-Doo 2: Monstros à Solta (Warner Bros.)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Disney)

Pior Roteiro

  • Alexandre, escrito por Oliver Stone, Christopher Kyle e Laeta Kalogridis
  • Bebês Geniais 2, escrito por Steven Paul e Gregory Poppen
  • As Branquelas, escrito por Keenan & Shawn & Marlon Wayans e Andy McElfresh, Michael Anthony Snowden e Xavier Cook
  • Mulher-Gato, escrito por Theresa Rebeck e John Brancato & Michael Ferris e John Rogers
  • Sobrevivendo ao Natal, escrito por Deborah Kaplan & Harry Elfont e Jeffrey Ventimilia & Joshua Sternin

Prêmios Especiais - 25 anos do Framboesa de Ouro

Pior Perdedor

  • Kim Basinger (com 6 indicações no total)
  • Angelina Jolie (com 7 indicações, incluindo 2 por 2004)
  • Ryan O’Neal (com 6 indicações no total)
  • Keanu Reeves (com 7 indicações no total)
  • Arnold Schwarzenegger (com 8 indicações)

Pior “Drama”

  • Destino Insólito (2002)
  • Mamãezinha Querida (1981)
  • A Mulher Só (1983)
  • A Reconquista (2000)
  • Showgirls (1995)

Pior “Comédia”

  • Contato de Risco (2003)
  • Fora de Casa! (2001)
  • O Gato (2003)
  • Leonard Parte 6 (1987)
  • Pluto Nash (2002)

Pior “Musical”

  • Can’t Stop the Music (1980)
  • From Justin to Kelly (2003)
  • Glitter – O Brilho de uma Estrela (2001)
  • O Mundo das Spice Girls (1998)
  • Rhinestone (1984)
  • Xanadu (1980)

Distribuição de indicações:

  • Mulher-Gato – 7
  • Alexandre – 6
  • As Branquelas – 5
  • Fahrenheit 11 de Setembro – 5
  • Bebês Geniais 2 – 4
  • Sobrevivendo ao Natal – 3
  • Menina dos Olhos – 3
  • A Volta ao Mundo em 80 Vergonhas – 2
  • Exorcista: O Início – 2
  • No Pique de Nova York – 2
  • Starsky & Hutch – 2

Site Oficial
http://www.razzies.com/asp/directory/XcDirectory.asp

Compre um TIM - Te Iludi Mané
[19/02/2005]


Dona Julieta
[19/02/2005]


Ela vivia sempre a se perguntar o porquê de tantas provações. Seu filho não fora bem no colégio, reprovou mais uma vez na sétima série. A filha mais velha há tempos que não consegue um emprego, e não passa no vestibular. Ela se culpa por ter sido uma péssima mãe, pois não pode dar a educação que os filhos mereciam, não pode colocá-los em escolas particulares, também pudera, como costureira não conseguiria pagar as altas mensalidades cobradas. E hoje é mais um dia de lamentações, o ex-marido não depositou o dinheiro das pensões dos filhos.

- No mínimo gastou com cana ou mulheres – diz ela para o seu filho, revoltada. Fala ainda que vai pô-lo na cadeia se não for providenciado o pagamento. Como ela vai poder comprar o material escolar do ano. O filho pode aproveitar os livros, já que são os mesmos, mas e as canetas, cadernos e farda? Mais uma vez ela se curva diante de sua santinha, que fica em um canto reservado de sua pequena sala. Pede a Santa uma luz, que ela lhe dê um caminho. É a única coisa que pode fazer. Os pedidos para confecções ou costuras de roupa são poucos, quase nenhum. São de apenas algumas vizinhas, que também não podem pagar de imediato, ou pagam com favores.

Mas nem sempre foi assim. Há tempos atrás Dona Julieta fora uma mulher bela, com corpo voluptuoso, cheia de vida e alegria. Morava com a mãe e seis irmãos, vieram do Nordeste para tentar a vida no Sul. A mãe confeiteira de mão cheia, conseguiu um bom emprego em uma padaria do bairro em que moravam. Era pouco, mas dava para viver bem. A padaria começou a ficar famosa, com os bolos de Dona Emericiana. Vendiam pra fora, por encomenda, e o salário começou a melhorar. Julieta e seus irmãos podiam viver mais tranqüilos, estudar e os mais velhos também conseguiram empregos. E tudo foi dando certo. Até que um dia, ela conhece o filho do patrão de sua mãe. Um moço simpático, alto e forte, daqueles que fazem as meninas suspirarem. Ele era um menino ainda, tinha seus 17 anos, ela estava na faixa dos 14. A sua mãe, como toda mãe, sempre aconselhava: - Menina não se meta com filho de patrão, por que pode dar problema – Ela, como toda adolescente, fazia ouvido de mercador. Não tinha jeito, ela não aceitava os conselhos de sua mãe.

Os dois até que faziam um belo par, ele se declarava apaixonado, dizia que ela era a mulher da sua vida, e que se ela o satisfizesse, casariam. Ela sempre relutou, não queria, não tão cedo. Mas o moço tinha bom papo, era inteligente, e conseguiu o que queria. A menina perdeu a virgindade, em cima de uma laje, numa noite bela de lua cheia. O rapaz, saciado foi-se embora sem ao menos se despedir. Lá estava ela, meio que chocada diante de um pouco de sangue que escoria entre suas pernas, e sem entender direito porque aquilo foi tão ruim. Só sentira dor, nenhum prazer.

Após um banho resolveu contar a mãe o que havia acontecido. A mãe gritou alto. Dava pra se ouvir de longe. – Se seu pai estivesse vivo você iria levar uma surra daquelas – Mas ele não estava, havia morrido em um acidente na construção em que trabalhava. Deixou uma magra pensão, para a viúva e os filhos. A menina depois disso ficou de castigo por um tempo, alguns dias trancada dentro de casa, sem poder colocar a cabeça do lado de fora. Mas alguém bate na porta. Era ele, querendo mais. Ela apenas olhou da janela, o pediu para ir embora. Ele não foi. Com um empurrão abriu a porta, e dentro do pequeno barraco correu atrás de sua vitima. Ela inocente e indefesa estava sozinha. Após alguns puxões teve sua calcinha arrancada. Foi um estupro. Não queria, mas não havia o que fazer, não podia impedir, nem gritar.
Dessa vez ela não contou a mãe. Resolveu ficar calada, para evitar outros castigos. Mas algo estava errado. Sua menstruação não vinha fazia dois meses. Perguntou a uma amiga, antes de falar com a mãe. A amiga, que a essa altura já havia tido 2 filhos, com 16 anos, disse que não tinha dúvidas, ela estava grávida. Seu corpo tremeu, o coração quase que explode. Como podia estar grávida do filho do patrão, logo ele, que ela havia jurado nunca mais olhar para a cara.

Os conflitos foram inevitáveis. O rapaz, claro não assumia o que fez. Tudo gerou atrito entre o patrão, dono da padaria e a funcionária, mãe da menina. Ela foi despedida. E aí todo o rolo compressor começou na vida de Julieta. Como se houvesse algo que não a deixasse crescer. Sua filha nasceu, uma menina bonita. O dono da padaria obrigou o filho a se casar, mesmo forçado. Alugaram uma casa, e foram morar. O rapaz, não trabalhava, vivia da mesada do pai. A garota, não podia mais estudar. Seu olhar e seu corpo não eram mais os mesmos. Agora havia tristeza. Brigas, discussões e um outro filho inesperado acabaram com o casamento. Ao voltar para a casa da mãe, essa estava muito doente. Havia pouco o que se fazer, não tinham dinheiro para o tratamento. Depois de um ano, ela veio a falecer. Julieta agora estava sozinha, com duas crianças e ela mesma era ainda uma criança, que havia perdido cedo a infância. Seus irmãos haviam ido embora, alguns casaram, dois outros morreram em um tiroteio com a polícia. Ela decididamente estava só. A pouca pensão que recebia do ex-marido, não era suficiente, isso quando recebia. Geralmente ele gastava o dinheiro antes de efetuar o depósito.

Tornou-se costureira e hoje continua tudo difícil como sempre foi. Vai religiosamente aos sábados na casa lotérica na ultima esperança de ganhar em algum jogo. Era a única forma de sair daquela vida tão miserável. Em casa, uma pequena televisão de poucas polegadas é a sua única diversão. Assiste atenta as novelas, sempre desejando as casas enormes e os bons maridos que apareciam. Seu sonho era o de beijar o Fagundes ou de entrar para o Big Brother. Sonhos que sabia que nunca seriam realizados. Mas pelo menos podia sonhar. Uma vez viu em uma revista, a história de uma mulher que ficou rica no ramo das padarias. Se lembrou da mãe e de como estariam se ela houvesse seguido seus conselhos. Quem sabe hoje, sua mãe não seria uma bem sucedida dona de uma rede de padarias? Não há como saber. Apenas continuava a sonhar com o Fagundes. Achava horrorosa a vilã da novela das oito e gritava com ela. Corria para o telefone público perto de casa para participar de promoções, mesmo gastando muito com cartões telefônicos. Nunca havia ganho nada, mesmo com tanta insistência. Via festas e casamentos glamourosos e imaginava-se no lugar da noiva. Uma vez havia copiado um vestido de noiva de uma atriz famosa, para o casamento de uma amiga. Claro que sem os mesmos tecidos caros, mas ficou bem bonito. A amiga infelizmente não pode pagar, mas agradeceu bastante.

E assim continuava, na sua vida extremamente simples, e muito mais comum do que imaginamos. E pelo menos até hoje, nunca ganhou em nenhuma promoção da televisão, nem das casas lotéricas. Mas é mais revoltada por não poder dar um beijo no Fagundes, naquela linda casa a beira da piscina que aparecia na novela. Mas fez o filho jurar que esse ano, passaria no colégio, com folga. E ensinou a filha a usar camisinha, para evitar que a história se repetisse mais uma vez.

O Dedo Mindinho
[12/02/2005]


Em sintonia com as grandes questões nacionais, a redação virtual do Crazy Man viu que existe uma grande incógnita no ar: Onde está o dedo do Lula? Existem DUAS comunidades no Orkut que discutem este assunto de grande relevância para a política Nacional.

Para elucidar este fato, nossos colunistas se desdobram em tentar encontrar uma resposta plausível. Como não conseguem, inventam qualquer coisa estapafúrdia. E como qualquer coisa que vá de encontro ao bom senso acaba caindo no meu colo, sobrou pra mim, mesmo.

Para iniciar esta série, um texto muito louco baseado no conto também muito louco de Nicolai Gogol, que morreu pobre e doido, como convém a qualquer escritor que quiser ser respeitado.

Esta é a história secreta sobre o que aconteceu com o dedo do Presidente Lula. Uma história de poder, conspiração e manipulação. Prepare-se para a grande verdade de quem realmente manda no Brasil

O DEDO MINDINHO
(Baseado livremente no conto “O Nariz”, de Gogol)

Em alguma parte do ABC Paulista, em idos dos anos setenta, em plena ditadura militar...

O padeiro Joaquim acorda cedo, apesar da ressaca braba pela qual está passando. Ressaca na segunda é a própria visão do inferno, mas ele precisa acordar cedo para abrir sua padaria. Uma de suas melhores clientes, a senhora Heloísa, chega com a sacola de pão que acabara de comprar, e traz ainda uma serra de pão.

- Bom dia, dona Heloísa! Esqueceu algo?

- Bom dia o caralho, português safado!

- Ai, Jisus! O que houve, dona Heloísa?

- Olha aqui o que houve!

Ela joga um dedo mindinho sobre o balcão da padaria.

- Mas o que é isso, ó pá?

- Um dedo! E eu o encontrei dentro de um pãozinho seu!

- Meu pãozinho? Não pode ser, minha senhora!

- Não pode ser uma porra! Eu abro o pãozinho pra passar manteiga e eis que encontro este dedo nojento, com unha grande e suja, ainda por cima. Mostre suas mãos!

- Como, senhora?

- Levante as suas mãos, porra! Quero contar seus dedos! – ordena, apontando a serra de pão ao padeiro.

O português levanta as mãos, e Heloísa conta os dedos. Todos o dez. Nisso, passa em frente à padaria um policial civil, usando óculos escuros e um paletó barato. E vê aquela cena estranha do português de mãos para cima, como se ameaçado pela mulher com a serra de pão.

- Opa, polícia! O que ta acontecendo aqui?

Os dois olham para o policial e se olham, notando o ridículo da situação.

- Não é o que você está pensando, policial.

- Ah, não é? Claro que não! O que diabos a senhora tá fazendo apontando uma faca para o portuga, que está com as mãos para o alto? Pra mim isso ta parecendo assalto à mão armada.

- Mas não é isso, policial. Eu vim aqui reclamar com o portuga...

Sem entender muito a situação, o português conclui que se o policial ver aquele dedo ali, ele vai se encrencar. Sorrateiramente ele tenta apanhar e esconder o dedo sobre o balcão. O policial nota e grita.

- Que porra é essa, portuga?

- Ah, o que?

- “O que” meus colarinho! Dá aqui...

- É só um salgadinho estragado que esta cliente estava devolvendo...

- Salgadinho...Ei! Isso é um dedo! E um dedo mindinho!

- Impressão sua, seu polícia...

- Vocês dois estão encrencados! Quero que me dêem conta do dono deste dedo, e agora!

Heloísa recolhe a faca e vai saindo de fininho.

- Tá pensando que vai pra onde?

- Não tenho nada com isso, seu guarda...

- Guarda é a puta que pariu! Eu sou inspetor!

- Seu inspetor, eu só achei o dedo no pão. A culpa é do portuga aí.

E o português se defende.

- Mas eu não sei como este dedo foi parar no meu pão.

- Não sabe, é? E você também não sabe de nada, né, madame? Vamos todos para o xilindró, que eu conheço um ótimo remédio para a memória. Começa com “Pau” e termina com “de arara”.

O português e Heloísa se alvoroçam.

- Vamos resolver isso por aqui mesmo, seu puliça...

- Resolver como? O que você sugere?

Helena olha para o policial e para o português, esperando uma reação deste. Acaba perdendo a paciência e o cutuca, cochichando em seu ouvido.

- E aí, Portuga, não sacou que ele quer bola?

- Bola? Que bola?

- Mas tu és burro, português! Bola, toco, proprina, jabá, grana. Entendeu?

- Ah...não.

- Ele quer é dinheiro pra deixar quieto, porra! Libera aí pra salvar nosso lado.

Em silêncio ameaçador, o policial espera. O português pede licença e abre a registradora, contando o dinheiro que te lá. Chama o policial, que levanta os óculos e olha a grana.

- Só tem isso aí?

- É início de movimento, o senhor tem que entender...

Sem piscar, o policial toma a grana da mão do portuga e a guarda sob o paletó.

- Por enquanto tá bom. Mas o dedo vai comigo, para averiguações! Mas não pense que acabou, portuga!

O policial sai, deixando Heloísa e o Português, e rindo por ter conseguido uma grana antes de chegar no trabalho.

- Finalmente de quem era aquele dedo, ô português?

- E eu seu lá, ô pá?

Longe dali, Luis Inácio acorda com um peculiar gosto de cabo de guarda-chuva na boca. O domingo tinha sido divertido, um festão na casa do português. Todo mundo foi, e rolou cerveja e até uísque. Ele não se lembra exatamente como chegou em casa, mas a dor de cabeça que sente dá a entender que ele passara um pouco da conta. Até porque ele não está em casa, e sim na casa de um amigo. Aos poucos, ele se lembra que os dois saíram da festa do Portuga acompanhados por duas mulheres que conheceram lá, e vieram para a casa deste seu amigo.

Do quarto do amigo saem duas mulheres, as quais ele acha feias de doer. As duas se despedem com um beijo, e pedem que eles liguem depois. Saindo, ele se pergunta como foi que ele encarou alguma daquelas barangas. O seu amigo sai do quarto.

- Cadê as gatas? Já foram?

- Gatas? Você acha aquelas duas mocréias gatas?

- Dão pro gasto. E você até que tava chamando Solange de minha deusa. E ela achou sua barba e sua língua presa um charme.

- E quem tem língua “prefa”?

- Sou eu, por acaso. Mas admita que você já comeu pior pagando.

- Tu ainda tá “bêbo”, companheiro. Conte aqui quantos dedos eu tenho – e em seguida mostra a sua mão esquerda.

- Um, dois, três, quatro.

- Aí, ainda está bêbado! Tenho aqui cinco dedos!

- Cadê o quinto?

- Olha aqui, “fego“.

Insiste mostrando sua mão, mas de fato está faltando o dedo mindinho da mão esquerda.

- Ué, cadê meu dedo?

- E eu que vou saber?

- Sumiu, porra! Meu dedo sumiu!

- Não grita que eu estou com uma dor de cabeça daquelas, cacete!

- Como diabos um dedo pode sumir?

- Sei lá. Quem sabe enfiasse na baranga e esqueceu lá dentro?

- Não fode. Ninguém pode ser distraído assim.

- Ela pode ter a famosa “vagina dentata”. Aí se enfiou lá...adeus dedo.

- É cada uma...Mas o que eu vou fazer sem o meu dedo, homi? Era o que eu coçava o ouvido. Tava até com a unha grande!

- Isso está estranho. Vou voltar para a cama para me curar do porre. Faz o mesmo, quem sabe o dedo não volta depois da ressaca?

Mas Luis Inácio está desesperado, procurando o dedo nos cantos. Como seu amigo sabe que não conseguirá mais dormir, tenta ajudá-lo.

- Quando foi que você viu o dedo pela última vez?

- Depois da cana de ontem, não me lembro nem se tinha pendurado o rabo para tomar banho.

- Já ouvi falar que cu de bêbado não tem dono, mas dedo? Isso é o que dá tomar cerveja e “lavar” com uísque. E mais uísque falsificado.

- Mas com água de coco até que desceu redondo...

- Ei, não foi você que estava cortando o coco lá na cozinha do portuga?

- Sim, fui eu.

- Você pode ter cortado o dedo ali naquela hora.

- E você não acha que eu não sentiria, cazzo?

- Com o que você já tinha bebido, você não sentiria uma cirurgia de extração de apêndice.

- Acho que estou lembrando de algo. Vi que alguma coisa caiu na massa dos pães do portuga...

- Se foi seu dedo, a esta hora ele deve estar sendo servido no café da manhã de alguém...

- Ah, fudeu! Comeram meu dedinho! E agora? O que farei sem meu dedinho?

De saco cheio de tanta ladainha por causa de um dedo, o amigo de Luis Inácio tenta consolá-lo.

- Você é tão ruim que seu dedo deve ser mais duro que pescoço de jumento. Ninguém conseguiria comer seu dedo. Devem tê-lo encontrado.

- Mas como eu vou acha-lo?

- Ah, coloca um anúncio no jornal – diz ele, em tom de chacota.

- Ótima idéia. Vou para o jornal agora.

Após a saída apresada de Luis Inácio, o seu amigo comenta.

- Como diabos ele vai colocar o dedo de volta, se encontrá-lo? É cada uma...

Curtindo ainda a sua ressaca, Luis Inácio chega a um jornal e vai a seção de classificados. Enfrenta uma pequena fila até ser atendido.

- Aqui é que se coloca anúncio?

- É sim, colega. O que manda?

- É que eu quero comunicar o desaparecimento de algo, ver se alguém achou.

- Ah, e o que é? Documentos, cachorro, pessoa?

- É meu dedo.

- E “Meudedo” é o nome do cachorro ou é apelido de alguém?

- Não porra, meu dedo! M-E-U D-E-D-O.

- Dedo? Tu ta de gozação comigo, cara?

- É sério. Quero colocar um anúncio para ver se alguém achou o meu dedo.

- Já procurou no seu cu, camarada? É cada uma...

- Mas eu falo sério, camarada.

O diálogo insólito é ouvido por um senhor de paletó e óculos escuros, que transita pela redação do jornal. È o responsável por censurar matérias e reportagens consideradas ofensivas ao governo. Ele se chega e vai perguntando que conversa estranha é aquela.

- Esse palhaço está querendo colocar um anúncio de um dedo desaparecido.

- Mas é sério. Olhem só. O canto limpo.

O funcionário e o censor olham a mão mutilada de Luis. O censor não se convence, e sentencia.

- Por acaso você não está tentando passar uma mensagem codificada, está?

- Não, senhor. Nem sei o que é isso que o senhor está falando. Sai mais caro?

- Não se faça de desentendido. Já não basta agüentar os gaiatos do jornal publicarem poemas e receitas no lugar das pouca-vergonha que eu censuro. Eu conheço a laia destes comunistas. Um dia picharam num muro aqui perto uma mensagem subversiva. “celacanto provoca maremoto”. Isso é mensagem de comunista! Meus colegas do DOI-CODI ainda estão procurando este elemento celacanto.

- Não conheço nenhum sei-lá-canto, doutô...

- Doutor uma porra, que eu não sou médico! E você tem cara de comunista, com esta barba aí.

- Sei nem o que é isso...

- Sabe não? Vamos ali na delegacia que a gente vai ter uma conversinha.

- Peraí, doutô. Quero só encontrar o meu dedo...Olha ele ali!

Os dois se viram para onde Luis aponta. Este aproveita a distração e corre, fugindo do local. O censor grita, ordenando que ele pare. Luis ganha as ruas, e ao virar a esquina, vê um carro oficial parado diante de uma repartição pública. Para a sua surpresa, ele vê sair da repartição o seu dedo, vestido em um terno escuro e escoltado por dois seguranças. Achando que ainda é efeito da ressaca, Luis Inácio esfrega os olhos, mas continua vendo o seu dedo se dirigindo ao carro com motorista que o espera. Vendo que a situação é real, ele corre para o carro, gritando por seu dedo mindinho.

- Ei, meu dedo! Tá indo para onde?

O dedo finge não escutar, e continua entrando no carro. Luis Inácio não se detém e bate no vidro do carro.

- Você não pode ir embora! Tem que voltar para mim!

Os seguranças ladeiam Luis Inácio.

- Você está perturbando a autoridade, moço.

- Que autoridade? Este aí é o meu dedo que estou procurando!

- Dedo, é? Se estiver procurando dedo, aqui tem cinco.

Um dos seguranças bate com a mão aberta na cara de Luis Inácio, que cai com o tapa desferido. Os seguranças entram no carro, que segue pela rua. Luis vê que ele tem placa oficial da secretaria de segurança. Antes de se levantar, o censor do jornal vem correndo, acompanhado por dois agentes de polícia.

- O elemento é esse. Podem levá-lo.

- Ei, pra onde vocês querem me levar?

- Não está procurando um dedo? Pois vai ter “um dedo” de prosa com o delegado. Levem-no!

Os dois agentes suspendem Luis Inácio pelos ombros e o “rebocam” para um camburão que está estacionado próximo, conduzindo-o para uma delegacia. Lá, ele é interrogado incessantemente a respeito de um possível envolvimento com grupos subversivos, terroristas ou de guerrilha urbana. Ele nega tudo, até porque ignora por completo do que diabos eles estão falando. Em determinado momento do interrogatório, alguém entra na sala e fala discretamente com o delegado. O delegado pede para que levem Luis Inácio para uma sala, onde ele fica sozinho, sentado diante de uma escrivaninha vazia.

A porta da sala se abre, e surpreendentemente seu dedo entra na sala, bem vestido e com pose de autoridade. Silenciosamente senta-se diante de Luis Inácio, que está quieto diante da situação surreal.

- Bem, Luis Inácio, você deve estar querendo uma explicação a respeito desta situação toda. Aceita um charuto?

Boquiaberto, ele apenas balança a cabeça. O dedo mindinho abre uma das gavetas e retira um charuto, corta a sua ponta e acende-o na boca de Luis Inácio. Acende outro para si, também, baforando anéis de fumaça em direção ao rosto barbudo de Luis.

- Devo uma explicação a você, de fato. Estamos separados a poucas horas, mas neste tempo consegui estabelecer uns contatos que me colocaram em uma posição boa dentro do sistema, como pode ver.

Luis Inácio continua em silêncio. O dedo prossegue.

- Mas vamos do início. Desde aquele pequeno acidente que me separou de você, eu adquiri consciência própria. Percebi o meu potencial desperdiçado, e vi que poderia fazer muito sozinho, sem nenhum vínculo com você. E procurei tomar as rédeas assim que a primeira oportunidade surgiu. Ao ser levado da padaria por um policial, eu encontrei alguns dedos conhecidos na mão dele. Expus a minha situação e eles concordaram em me ajudar, e rapidamente me conseguiram esta função na secretaria de segurança. Surpreso? Não fique. Nos tempos de hoje, dedos são bastante influentes. Você não sabe o poder de um dedo indicador em riste! Pode colocar alguém em uma posição privilegiada ou na cadeia!

Dá uma pausa para mais baforadas no charuto. Prossegue.

- Pois bem, seu Luis. Como vê, para mim não é nenhuma vantagem voltar a fazer parte de sua mão.

- Mas você é parte de mim. Não pode ficar solto por aí.

- Ah, posso, e vou ficar. A culpa não é minha que você enfiou um facão por engano em seu dedo. Não quero voltar a ser apenas o coça-ouvido e coça-saco de um fodido qualquer...Com todo respeito, claro.

- E eu vou ficar sem dedo?

- Vamos fazer o seguinte: eu tenho uma proposta que será vantajosa para nós dois. Seja todo ouvidos. Eu sou todo dedos. Entendeu, pescou? Todo dedos! Rá.

- Não entendi a piada.

- Deixa pra lá. Pelo visto, toda a sua inteligência estava contida no dedo mindinho esquerdo, que é este que vos fala.

- Continuo sem entender.

- Foi o que eu quis dizer. Por eu ser o cérebro pensante aqui, o meu plano é o seguinte: Mesmo com minhas influências, eu sou apenas um dedo, e nem todos vêem com bons olhos um dedo assumindo certas funções públicas. Aí é que você entra.

- ...

- Eu tenho meus contatos e minhas influências. Eu vou transformar você em um grande político. Se você me obedecer direitinho, pode chegar a ser alguém poderoso e importante. Que tal Presidente da república?

- Mas não tem que ser General pra ser presidente?

- Isso por enquanto. Mas vai mudar. E não é para agora, mesmo. Você vai começar em algo mais simples, começar por baixo.

- Vice-presidente já tá de bom tamanho, pra começar.

- Na verdade, estava pensando em torneiro mecânico.

- Cacete, tão por baixo?

- Calma, isso é só o começo. Você vai conhecer gente do meio operário e vai agitar o movimento sindical. Isso trará destaque a sua figura. Você passará a ser conhecido.

- Vou ser famoso?

- Sim. Mas não vamos para o sucesso fácil, rápido e efêmero, igual aos cantores do Chacrinha. Vamos consolidar aos poucos a sua imagem de defensor das classes trabalhadoras. Aí faremos um novo partido político, o qual você ajudará a fundar.

- E quando começa a entrar a grana?

- Tenha paciência. Você se dedicará ao movimento sindical e a vida política. E esta história de torneiro mecânico é só “caô”. Vamos ter algumas dificuldades, mas você será presidente. Aliás, EU serei o presidente, já que você será só meu testa-de-ferro, meu laranja. Estarei nos bastidores mexendo os pauzinhos.

- Serei só seu fantoche?

- Não reclame. Pode pegar toda cachaça e mulher que topar no caminho do poder.

- Parece um bom negócio.

- Claro que é. Tudo isso em troca de um mero dedo. Conheço gente que daria o ovo esquerdo para ser vereador. Vai por mim, em equipe chegaremos longe.

- E como vou explicar que tenho só 9 dedos? Não vai pegar para a minha imagem?

- A gente inventa um acidente de trabalho. Isso acontece direto. Isso será bom para a sua imagem. Só esta sua língua presa é que não dá pra fazer muita coisa...

- E quem tem língua “prefa” aqui?

Daí para frente, é história. Dizem que o dedo mindinho esteve por trás de muitos fatos da história recente do Brasil, como o fim do Regime Militar, a morte misteriosa de Tancredo Neves e o desaparecimento de Ulisses Guimarães. Apesar da breve derrota contra a máfia alagoana devido a um golpe baixo do caçador de marajás, sua vingança foi terrível, culminando com o a renúncia de Fernando Collor e o assassinato de PC Farias. O dedo é a figura mais influente nos bastidores de Brasília, detentor dos segredos mais escabrosos dos políticos e dos poderosos. Mexer com ele é pedir para morrer. ACM tentou peitá-lo, e acabou tendo de renunciar ao seu mandato.

Hoje, com seu antigo mestre na Presidência da república, o seu poder é vasto, pois é ele quem realmente manda no país através de Luis Inácio, um mero fantoche de seu próprio dedo.

Hugo Chavez e Bob Esponja Cuecão de Couro
[30/01/2005]


É o Hugo Chavez, Chavez, Chavez...

Eita menino danado este Chavez. Ele já se sente dono do pedaço e faz pouco de Girafales W.Bush, dono da gringolândia, pois anda apostando um dólar e um sanduíche de presunto que fica no Palácio Miraflorinda mais tempo do que Bush fica na Casa Branca.

Muito puto com os colombianos que entraram em seu quintal para brincar de pega-guerrilheiros-das-FARCS, Chaves reclama da Elite de seu país e dos americanos: “Ninguém tem paciência comigo!”. Nem mesmo a Bruxa do 71, Condoleeza Arroz, recém-contratada como secretária. De defesa.

Mas o moleque tem mais é que comemorar, mesmo, pois seu Barriga Sisneros é doido pra por ele pra fora da Vila Venezuela, e já tentaram duas vezes. Uma foi um golpe de Estado, e depois um tal de referendo, e Chaves acabou escapando de ambos. Aí ele assume seu alter-ego, o Chapolin Bolivariano, e solta o seu bordão: “Não contavam com minha astúcia!!!”

Bob Esponja Cuecão de Couro

Rapaz, não espero mais nada do fundamentalismo religioso americano. Além de insistirem em impor o criacionismo como matéria a ser ensinada em lugar da Teoria da Evolução, eles ainda me saem com esta.

Para resumir a coisa, a Associação das Famílias Americanas está acusando o personagem Bob Esponja e seus criadores de promoverem a homossexualidade entre as crianças. Sério, crianças! Segundo os enrustidos-conservadores-puritanos-felasdaputas, um vídeo aonde o personagem aparece junto a outros personagens infantis promoveria a tolerância a comportamentos homossexuais. E que o tal vídeo incluiria uma nova versão de um hit dos anos setenta, "We Are Family" (lembra da abertura da versão americana para "A Gaiola das Loucas"?).

O fundador da "We Are Family Fundation", responsável pelo vídeo e autor da música citada, Nile Rodgers, se defende, afirmando que o vídeo, que está sendo veiculado na TV americana, tem a intenção apenas de promover o multiculturalismo e a tolerância aos diversos povos do mundo, e não é uma apologia ao homossexualismo.


Tão pensando que é piada ou pegadinha do Cocadaboa? Confiram isso aqui e aqui.

O mundo está perdido, mesmo. Daqui a pouco vão acusar os Flintstones de promoverem o chauvinismo e o machismo, e que o Salsicha, do Sccoby-Doo, estimula o uso de maconha entre os jovens...

Veja abaixo uma cena do filme do qual eles tiraram essa idéia tosca de que o pobre do Bob é gay. O filme está devidamente traduzido para o português:


São Paulo Fashion Week
Negócio de bixa mesmo
[23/01/2005]


No último São Paulo Fashion Week, nosso versátil repórter Jacaré Jacuzzi foi escalado para andar entre as modetes e os estilistas e nos trazer as novidades do mundo da moda. E só aqui você verá os fatos que a grande imprensa ignora, por medo de polêmica ou porque são absolutamente ridículos.

Uma coleção do caralho

O estilista francês Si Borreau lançou uma exclusiva novidade: acessórios feitos de couro de fimose. O polêmico estilista resolveu apelar para este estranho material quando, ao tentar vender as suas peças, alguém teria questionado o preço da mesma da seguinte maneira:

“Que troço caro da porra! Por acaso é feito de couro de fimose?”

 

 

Com a inovadora idéia em mente, o estilista criativo entrou em contato com clínicas que efetuam a cirurgia de remoção do couro e com sinagogas, aonde os judeus efetuam a circuncisão cerimonial. Estes estranharam o pedido inusitado do estilista, mas acabaram concordando em fornecer o “material”.

Devido ao pequeno tamanho dos pedaços de couro, o estilista apenas se limita a fazer pequenos acessórios, como carteiras, porta-moedas e pequenos cintos. Em relação a cor do couro, ele prefere os de coloração negra, pois combinam melhor com outras peças do vestuário, além de fornecerem maiores pedaços de couro.

O próximo passo é agora fornecer peças de vestuário completas feitas de couro humano. Ele está pleiteando doações de pele para esta nobre causa, mas até agora não tem encontrado muita receptividade de suas idéias, pois nem todo mundo quer se desfazer de sua pele, mesmo estando morto.

Claro que isso tem causado polêmica. Ativistas de grupos de direitos humanos questionam a ética de se utilizar couro humano em peças do vestuário. Inclusive organizaram protestos em frente ao SPFW, fantasiados de pênis e com cartazes de protestos.

 

Sugestões de Presente
Nesse Natal Presentei quem você ama
[12/12/2004]


Todo ano é a mesma coisa. O presente de natal ou de amigo secreto não passa de um Cd, um livro de auto-ajuda com foto de bichinhos, ou uma peça de decoração desenvolvida por algum designer famoso que vende saca-rolhas ao custo de 50 cestas básicas. Ou até mesmo uma obra de arte moderna, como um vaso sanitário pintando ao estilo Pop-art. Mas isso é lugar-comum demais. Prime pela criatividade e originalidade. E, se o seu problema é uma boa idéia para um presente, nós estamos aqui para isso. Mas se seu problema é dinheiro para comprar o presente, o problema é SEU, mesmo!

Se o seu amigo é chegado a um simulador de vôo, para que realidade virtual se há algo de verdade à venda, por preço de ocasião? Compre um moderno caça a jato e dê de presente! Esqueça os modelos americanos, pois eles nunca vêm com os acessórios interessantes, como mísseis de longo alcance. O negócio é comprar dos russos. Este modelo de caça, o Sukoi 35, é um dos melhores aviões de combate atualmente fabricados. Como a situação ta russa para o lado dos russos, eles fazem qualquer negócio! Se tiveres uns US$ 30.000.000,00 livres, dá para comprar um caça de combate e alguns acessórios legais, como mísseis ar-ar, ar-terra, bombas de diversos tipos. Seu amigo poderá voar duas vezes mais rápido que o som e acertar alvos além do alcance visual, além de fazer manobras impensáveis a outros aviões.E se dinheiro não é problema, dá para empurrar no negócio uma bombinha nuclear tática. Um senhor presente, sem igual!

Se o negócio é mobiliar a casa de um casal amigo, esqueça os móveis que são bonitos e desconfortáveis. Presenteie com algo prático e confortável. Poltrona do papai? Isso é coisa do passado! O negócio é a poltrona do papai-e-mamãe. Bastante conforto para o casal amigo se divertir em diversas posições, e com estofado antimanchas, para não se preocupar com porra nenhuma!

Todos se lembram da época do apagão. Pois é, pode acontecer de novo. Pensando nisso, você pode presentear seu amigo, ou a si mesmo, com algo que evitaria qualquer problema de fornecimento de energia. Gerador à gasolina? Coisa arcaica! O negócio é montar uma usina nuclear no quintal. E não se espante que dá para comprar uma de segunda mão sem muito uso. A usina Angra III está até hoje sem ser construída, e seus componentes estão estocados, sem uso. Uma conversa amigável dá para convencer o atual dono a vender por um preço de ocasião.

 

 

Para presentear o amigo que é chegado a um churrasco, presenteie-o com um prático lança-chamas. Com este presente, o churrasquinho do fim-de-semana será aceso em segundos! Modelos disponíveis em gasolina, álcool e napalm. Não é aconselhável a pessoas esquentadas que brigam com freqüência com seus vizinhos, pois ele pode querer usar o presente para dar um jeito no carro do vizinho que insiste em ocupar duas vagas no estacionamento do prédio. Obs: pilhas não incluídas.

 

Não seja puritano! Brinquedos sexuais também são bons presentes. Mas nada de vibradores ou bonecas infláveis! O hype é ovelha inflável para um sexozinho animal. Para seu amigo se lembrar da infância na roça. Só não pode morder, senão a ovelha pode sair voando pela janela.

Neste mundo cibernético, as pessoas dos pontos mais distantes do mundo se conhecem pela Internet. Por que não se conhecer melhor, em um sentido mais bíblico, no ciberespaço? Para seu amigo nerd que conheceu uma garota gostosa e doida pra morder a fronha, mas que mora em Kuala Lumpur, isso não é problema. Com os periféricos genitais, seu amigo transformará o PC em uma sex machine, e praticará “séquisso” virtual da melhor qualidade. Só oriente seu amigo a ler o manual de instruções e fazer um bom aterramento (fio terra elétrico, não dedo no cu), pois seria ridículo ele levar o seu driver genital para a assistência técnica com o driver preso ao seu bilau devido a um mau funcionamento. Além de ridículo, acho que a garantia não cobriria...

Quer presentear os parentes com uma viagem? Orlando, Ilhas Gregas, Fernando de Noronha? Coisa de novo-rico! Se é para esbanjar, gaste a grana toda só na passagem e contrate os serviços da agência espacial russa. Por uns 25 milhões de dólares, você pode ser colocado em órbita e conhecer a estação espacial internacional. Dê este presente a sua sogra. Com sorte, ela acaba ficando por lá, mesmo...


Intocáveis da Paraíba
O Sucesso da Operação Catuaba
[15/11/2004]


OPERAÇÃO CATUABA

Policiais federais lutam contra o crime organizado para inibir o contrabando de bebidas alcoólicas. Isso não é Chicago nos anos 30, e sim o sertão da Paraíba no século XXI!

Depois do sucesso das Operações “Vampiro”, “Poeira do Asfalto”,”Gafanhoto”, “Midas”,“Chacal”, “Capela, “Pororoca”, "Cavalo de Tróia" e “Padrão”(durante a greve), mais um grande sucesso de marketing da PF produções, associados ao Ministério Público:

Tudo começou quando um repórter gringo insinuou que o Presidente teria problemas com álcool. De fato, o presidente nunca teve problemas com o álcool, pois ambos sempre se deram muito bem. Mas de repente suas ressacas ficaram mais sérias, e isso começou a repercutir nas decisões do executivo ou em declarações aparentemente estranhas do Presidente. Uma investigação da ABIN identificou que a procedência da água-que-passarinho-não-bebe do presidente era questionável.

Exigiu-se uma investigação, e o Presidente exigiu que o melhor homem da PF fosse colocado à frente do caso. Como o melhor homem estava de licença, empurraram o agente Elliot Néscio para a operação intitulada “Operação Catuaba”. Questionado a respeito do nome da operação, o agente respondeu que a Catuaba tem efeito afrodisíaco, e que os bandidos se foderiam com eles!

A investigação se estendeu por vários estados, em busca de bebidas contrabandeadas e falsificadas. Uma força-tarefa foi montada para estabelecer a procedência das bebidas em todo o país. Para isso, foi necessário que os dedicados agentes atestassem a qualidade (ou falta) das bebidas suspeitas.

Apesar das ramificações da perigosa máfia das bebidas alcançarem diversos estados do Norte e Nordeste, descobriu-se que a sede dos maléficos contrabandistas de bebidas estava localizada em um local ermo, deserto, afastado da civilização: a cidade de Patos, no sertão da Paraíba. O Rei do Crime local era conhecido por Crown´s Dany, mas sua alcunha era Wood´s Face, dada a sua capacidade ímpar de jurar e fingir inocência. Seus asseclas eram criminosos internacionais oriundos dos States e da Europa, concluíram os agentes ao divulgar a lista dos suspeitos: Johny Walker (inglês ou paraguaio, não se sabe ao certo), Domeq (francês), RomMontilla (pensou-se ser cubano, mas era falso), Orloff (russo) Dreher (da Casaducaralhistão), Mas os agentes da PF se empenharam em incriminá-lo de vez para enquadrar o malandro.

Claro que Deny tentou corromper Elliot e sua equipe bem treinada. Mas os intocáveis brasileiros são incorruptíveis! Até porque eles descobriram que o uísque que Dany tentara dar a eles era paraguaio. Aí a casa caiu, malandro! E, só por sacanagem, a Polícia prendeu todo mundo na sexta-feira, pouco antes de saírem para tomar aquela primeira cervejinha do fim-de-semana...

Mas o poderoso Wood´s Face não perde a pose, e se recusa a viajar de camburão, preferindo ir em seu avião particular de Patos até a cadeia. Os agentes acabam concordando e o larápio embarca em seu avião. Os agentes acabam chegando primeiro e estranham que o avião ainda não havia chegado. Resolvem comemorar e esperar o preso tomando uma...

Quem se Fode
A Nova Seção que é capa de revista
[31/10/2004]


PENSE EM UM CHURRASCO CARO...
Em Valparaíso, uma vaca da raça Nelore de nome Asteca foi eletrocutada após a queda de um poste. A mesma era detentora de títulos e prêmios em diversas feiras e exposições, sendo fornecedora de material genético. A mesma estava avaliada em cerca de R$ 2.800.000,00. E, como desgraça pouca é bobagem, não estava segurada. O dono da mesma deve estar muito puto, até porque outra vaca, esta avaliada em 140 mil reais, também virou churrasco. Ele quer tascar um processo contra a concessionária de energia elétrica da região.

O PUDIM DEU BOLO
Já para Garotinho, desgraça pouca é bobagem. Em Campos, o T R E carcou de novo a candidatura de Geraldo Pudim, do PMDB, que é apoiado por Garotinho. Antes o candidato havia sido acusado de usar um programa social do Estado, o cheque cidadão, para se promover. Agora o bicho pegou quando foi encontrado e apreendido pela PM e pelo T R E o montante de R$ 318.200 na sede do Diretório do PMDB em Campos. A suspeita é que a bufunfa seria utilizada para a compra de votos. Garotinho afirma que a grana seria utilizada para pagar militantes. Ah, isso quando crescer vai dar um trabalho...

DOCE ILUSÃO
De ilusão se vive, mas por pouco tempo. Durante anos se viveu a ilusão de se ter uma moeda com o mesmo valor do dólar aqui e na Argentina. Pelo menos aqui a farra acabou logo depois da reeleição de FHC. Já na Argentina, eles seguraram a tal paridade por mais tempo, mas quando não deu mais para segurar, foi putaqueparidade pra todo lado, já que de repente o papel que se tinha no bolso dos argentinos não servia nem para limpar a bunda. Claro que quem tinha dinheiro em banco queria receber em dólar seus trocados, e haja processo. Só que esta semana a Suprema Corte Argentina decidiu dar razão aos bancos, e quem não gostar vai ter que reclamar ao Bispo, agora, já que não cabe mais recurso.

Quem se Fode
A Nova Seção que é capa de revista
[24/10/2004]


Mais uma promessa no esporte que deu com os burros n´água. A tão esperada e inédita vitória de Rubinho no GP do Brasil se reduziu a um terceiro lugar. E desta vez não foi o Schumacher - que chegou em sétimo - quem atrapalhou, pois deveria estar cagando e correndo, já que o campeonato já acabou faz tempo para ele. Quem tirou o gostinho foram os corredores Montoya e Raikonnen. A desculpa da vez foi a chuva. E o pé frio de Galvão Bueno...

O principal marqueteiro do PT e responsável pela campanha de Marta pela prefeitura, Duda Mendonça, foi preso em flagrante pela Polícia Federal na tarde de quinta-feira 21. Ele achou que seu galo de briga tinha mais chances do que Marta e resolveu apostar uns trocados em uma rinha de galos. O detalhe é que isso é ilegal, e os prestativos agentes recolheram ele e mais uns colegas – entre eles um vereador petista. Todos tiveram que pagar fiança e deverão responder a processo de maus-tratos contra animais, formação de quadrilha e apologia do crime. E, ainda por cima, Duda levou um pé-na-bunda de Marta, que o substituiu na campanha. Apesar que, de acordo com as pesquisas, quem deve dar às caras por aqui em breve será a Marta.

Além de ter ganhado um mísero terceiro lugar nas eleições para prefeito de São Paulo, Paulo Maluf recebeu outras notícias azedas. No dia 12 último, dia das crianças, o menino Malufinho ganhou cinco acusações formais pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, formação de quadrilha e peculato ou apropriação de dinheiro público. As mesmas acusações pesam contra o filho, Flávio Maluf. Pra completar, ontem (22/10) a PF o indiciou por crime eleitoral por ele omitir informações de doações de campanha.e por desobediência, já que não atendeu a intimações para depor sobre o assunto. Por isso os agentes fizeram questão de “reboca-lo” até o xilindró para ele trocar umas idéias com delegados da Federal.

Sobre Jacaré Jacuzzi

Nosso homem da alta sociedade. Em tempos de celebridade, sua coluna vive brilhando com a presença de gente bonita e famosa. Dizem, porém, que para sair na coluna dele, é preciso liberar alguma coisa, em dólar ou em outro tipo de moeda. Como nossa estagiária gostosa já apareceu em sua coluna e ela não tem lá muita grana, imaginamos com que tipo de moeda ele lida...